Estava na praia com o meu melhor amigo. Estávamos a sair
do mar, tínhamos apanhado umas belas ondas, pois acordámos muito cedo para ir
para lá.
Quando estávamos a caminho da nossa casa de praia, eu
preparava-me para contar ao Diogo, o meu melhor amigo, que, no dia seguinte,
eu teria de ir para a Universidade, pois as férias estavam quase a acabar e a
minha avó vinha buscar-me.
Chegámos a casa. Estava lá o meu avô, no seu armazém
pequenino, na garagem. Estava a pintar e a arranjar pranchas, pois era o
trabalho dele e do Diogo. De repente, batem à porta, O Diogo abriu e era a minha
avó. Ele ficou muito surpreendido: afinal, ele não sabia o que ela estava lá
a fazer. Ela era da cidade e nós das ilhas das Canárias. Ele não sabia bem onde
ela morava, mas sabia que era de longe.
-Avó , vieste mais cedo?- perguntei eu .
Ela entrou e perguntou:
-Preferi vir mais cedo. Espero que não te importes. Tens
as malas prontas?
-Desculpem interromper, mas... vocês estão a falar de
quê?- perguntou ele com um ar estranho. Ninguém disse nada.
-Madalena, preciso de falar contigo. - disse o meu avô à
minha avó.
Ela disse:
-Está bem, mas tem de ser rápido.
Enquanto isso, eu fui falar com o Diogo,
-O que se passa?- perguntou ele.
-Eu ainda não te tinha contado, mas era suposto eu ir
amanhã para a cidade. A minha avó adiantou-se, veio hoje e eu não queria ir,
mas acho que vai ter de ser ….
-Podias ter-me dito mais cedo. Mas tu sempre
vais?- perguntou.
-Desculpa, mas vou ter que ir. Olha, eu vou só aproveitar
as últimas ondas - disse-lhe eu.
Naquele instante, peguei na prancha e fui. O céu começou a ficar encoberto, mas eu ignorei. Veio uma onda gigante e eu caí. Quase me
afoguei. O Diogo foi o mais rápido possível com a sua mota de água e conseguiu
salvar-me.
Fiquei-lhe eternamente agradecida. Falei com a minha avó
e disse ao meu avô que o meu destino era ali.
Sérgia, 7ºB
Texto sujeito a ligeiras alterações
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