Acordei de manhã com preguiça de ir para a escola e a primeira ideia
que me veio à cabeça foi…
- Mãe, estou
mal disposta… acho que tenho febre - disse eu.
- Vamos medir
a febre - disse-me ela.
Foi buscar o termómetro, mas
fiquei atrapalhada! Como me fui esquecer desse pormenor? Nesse momento,
lembrei-me de dizer à minha mãe que não tinha preparado a mochila, então
pedi-lho… enquanto me fazia esse favor, aproveitei para aquecer o termómetro com
o isqueiro que ela tinha deixado em cima da mesa da cozinha… Ela foi mais rápida
do que eu pensava e, nisto, apanhou-me e obrigou-me a ir para a escola.
Cheguei à escola aborrecida e, na aula de Matemática, tudo me estava a
correr mal. As contas de multiplicar pareciam as de dividir, as de somar
pareciam de subtrair… estava tão mal disposta que acabei por me zangar com a
minha melhor amiga, a Maria… fui comer sozinha, passei a tarde sozinha e cheguei
a casa muito arreliada. Disse ”boa tarde” ao meu pai e ele, zangado por ter
sabido o que tinha acontecido, disse:
- Boa
tarde… vai para o teu quarto estudar!
Chorei tanto que desejei que aquele dia nunca tivesse acontecido e,
nesse instante, de debaixo da minha cama, saiu uma formiga que, de repente, se
transformou num rapaz alto e bem constituído. Não podia
acreditar no que estava a acontecer. Estava a sentir-me mal e acabei por
desmaiar. Acordei de manhã!
Era como se aquele dia nunca tivesse acontecido.
Acordei mal disposta, mas não fiz nada de mal! Fui tomar o pequeno-almoço,
a minha mãe acompanhou-me e levou-me à escola.
A aula de matemática nunca tinha corrido melhor! Não confundi contas
nenhumas! E eu e a Maria estávamos mesmo bem.
Cheguei a casa, e o meu pai disse:
- Boa tarde, filha!- E eu:
- Boa tarde, pai!- Dirigi-me para o quarto e apareceu o rapaz que salvou o meu dia e
disse:
- Isto que te tenha servido de exemplo!
Deixei de o ver e fiz um sorriso pensativo… percebi a mensagem!
Texto sujeito a ligeiras alterações
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