O outono
é uma das estações do ano. É uma estação lindíssima. Algumas árvores, no
outono, parecem fogueiras, pintadas meticulosamente numa paisagem cheia de
cores. Outras parecem grandes corações vermelhos, outras ficam da cor do sol e
outras ainda ficam de muitas cores, formando bosques que parecem saídos de
contos de fadas.
Foi num
destes bosques que uma história de lealdade aconteceu.
Era uma
vez um caçador que todos os domingos ia à caça. Num domingo de outubro, foi à
caça com os seus cães, o Pantufa e o Fiel.
Depois
de uma longa manhã de fracasso, o caçador, o Pantufa e o Fiel estavam exaustos.
De repente, uma família de veados passou a correr e, de um momento para o outro,
todos ganharam uma súbita energia. Apressado, o caçador mandou os cães atrás
deles, pegou na sua arma e tentou prepará-la, mas foi tarde de mais. Chamou,
então, os cães de volta. Ao contrário do Pantufa, o Fiel obedeceu. Apesar de ter
chamado e procurado o Pantufa, durante mais de meia hora, ele não apareceu e, então, o
caçador voltou para casa, pensando que este se tinha perdido. Mas não. Ele não
se perdera. Enquanto que o caçador o chamava e o procurava, ele continuava
atrás dos veados. Ia a correr com tanta velocidade, que nem reparou na armadilha
deixada por outros caçadores e ficou preso, partindo a pata.
Uma
família que estava a acampar no mesmo bosque ouviu os
ganidos, mas não ligaram. A menina mais nova da família continuou a ouvir os
ganidos e foi ver qual era a fonte destes. Viu o Pantufa e foi chamar o pai. O Pantufa
estava cheio de sangue e decidiram soltá-lo e levá-lo para a sua casa. Trataram
dele e deram-lhe comida, casa, água, tudo. Passado algum tempo, recuperou e ficou “novo em folha”.
Apesar de tudo, o cãozinho não estava feliz. Então, fugiu. Procurou e andou,
até que encontrou a sua casa. O reencontro foi um momento muito feliz. O
Pantufa lambeu o dono, até este ficar cheio de baba, de tanta alegria.
Tudo
voltou ao normal e, no domingo seguinte, foram à caça.
Matilde, 7º B
Texto sujeito a ligeiras alterações
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