Era dia 24
de dezembro, um dia chuvoso e nublado. Estava meio constipada, por isso não
podia sair de casa. Sentia-me como uma princesa fechada na sua torre sem saída.
Estava muito aborrecida, sem nada para fazer. Depois pensei: “Estou sozinha em
casa! Posso fazer o que quiser!”. Sentei-me no sofá, a comer cereais com leite
a manhã toda. Tinha-me lembrado do que a minha mãe me dissera: “Vou ter de
sair, volto daqui a algumas horas. Arruma o teu quarto. Quando chegar, quero
vê-lo!” Mas não me importara, e continuei a ver televisão. Ouvi a porta a
bater. Desliguei a TV rapidamente, fui à cozinha pousar a taça com cereais. Mas
era só uma encomenda que a minha mãe tinha feito. Uma caixa enorme. “O que terá
lá dentro?” pensei eu. Liguei para a minha mãe para lhe perguntar o que era,
mas tinha o telefone desligado. Perguntei a mim mesma se podia abrir a caixa,
mas, mal pensava nisso, imaginava a minha mãe aborrecida. Achei que o melhor era
esperar que ela chegasse. Voltei para a televisão, mas não conseguia parar de pensar
no que estaria naquela enorme caixa: seria alguma coisa para mim? se calhar era
uma TV para o meu quarto. Mas aquela caixa era demasiado grande para ter apenas
uma televisão! Fui para o meu quarto vestir-me. Entretanto, ouvi a porta. Era a minha irmã
Luísa que me ia levar a almoçar fora. Quando cheguei a casa eram quase horas de
jantar. Fui à cozinha e estava lá a minha mãe a fazer o jantar. Perguntei-lhe o
que estava naquela caixa, e ela disse-me que era surpresa. No dia seguinte, de
manhã, fui acordar os meus irmãos para irmos à sala ver se havia presentes debaixo da árvore, e lá estava a tal enorme caixa. Fui ver para quem era, olhei
para a etiqueta, e era para mim. Abri rapidamente, e era uma coisa que já me
tinha esquecido que estava sempre a pedir a minha mãe há muito tempo: uma
bicicleta!
Maria Leonor 7ºB
Texto sujeito a ligeiras alterações
Maria Leonor 7ºB
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