sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

O comboio fantasma



Três irmãos, a Ana, o David e o Júlio foram acampar com a sua prima Zé. Ela era meia maria rapaz, porque tinha o cabelo curto aos caracóis. Não queria ser reconhecida como uma rapariga. A Ana era a mais nova. Tinha dez anos e o cabelo era do mais claro que havia. O David tinha onze anos e o seu cabelo era castanho claro. O Júlio era o mais velho e tinha o cabelo loirao, mas não tão claro como o da Ana.
Foram os quatro e mais o cão da Zé, o Tim, acampar para uma charneca solitária com o velho professor Luffy.
E, num quente dia de verão, lá foram eles de carro, sempre aos trambolhões por causa da estrada. Quando chegaram, montaram as suas tendas, uma para o Júlio e para o David e outra para a Ana, a Zé e o Tim. O senhor Luffy montou a sua tenda um pouco afastada das tendas das crianças, porque pensou que elas quisessem fazer as suas coisas sem ter a companhia dele.
Quando acabaram, começaram a lanchar. Tinham tomate, bacon, sandes mistas e, para sobremesa, chocolate.
Depois de lancharem, as crianças disseram ao senhor Luffy que iriam passear pela charneca. O senhor Luffy concordou, mas disse que iria ficar por ali porque estava cansado da viagem.
As crianças passearam durante meia hora, até que encontraram um túnel onde, antigamente, passavam comboios. Decidiram descer a encosta e conversar com um senhor de perna de pau que lá estava a andar às voltas. Quando o Júlio lhe tocou no braço, ele deu um grito e virou-se para trás com uma expressão zangada. O homem disse para eles nunca se aproximarem daquele túnel porque era muito perigoso, pois de noite apareciam comboios sem luz nem condutor e que depois se desvaneciam no ar. As crianças, mesmo assim, foram para o túnel investigar. Era muito escuro, por isso o Júlio e a Zé acenderam as suas lanternas. De repente apareceu um homem baixo com os seus capangas, que pareciam muito fortes. Eles agarraram-nos a todos e prenderam-nos numa gruta.
O senhor Luffy já estava a ficar preocupado, então foi com o seu carro até à polícia e contou tudo o que sabia. A polícia procurou as crianças e o cão. Encontrou-os a todos e também prendeu os maus. As crianças perceberam, finalmente, para que serviam os combóis. Serviam para transportar mercadoria para o mercado negro.
 
Teresa, 7ºA
Texto sujeito a ligeiras alterações

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