sexta-feira, 30 de maio de 2014

Uma questão de tempo

Um infinito temporário 
Um curto longo
Um longo curto 
Uma rápida eternidade
Um longo instante
Um fim sem começo
É tudo uma questão de tempo 
 
Sofia

A vida sem fim (no meu jardim)


 Vê-se um sorriso,
  Vê-se uma lágrima,
  Vê-se o sol,
  Vê-se a lua.
E aqui sentada
No meu jardim,
Penso na vida sem fim.
Inês

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Biografia


A Ana Margarida  (mais conhecida por Maggie) nasceu a 17 de agosto de 2003 na freguesia de S. Lázaro em Braga.

A Margarida é de estatura média e magra. Tem olhos azuis e usa uns óculos cor de rosa da Hello Kitty.

                Reside numa vivenda, perto do Pavilhão de Lamaçães, com os seus pais e irmã.

                A Maggie frequenta o Colégio Teresiano em Braga desde os 3 anos, estando agora no 5º ano de escolaridade.

                De 2007 a 2008 praticou ballet como atividade extra curricular no Colégio Teresiano, mas foi em 2010 que ela encontrou a sua paixão, a ginástica artística. Pratica ginástica artística  na Escola Secundária Alberto Sampaio (ESAS).Com o clube Artigym tem participado em diversos campeonatos na Maia, Anadia, Braga e Porto, onde já arrecadaram algumas medalhas e taças.

                A Maggie é católica e frequenta a catequese na Igreja de S. Vítor. No ano de 2008 fez a sua primeira comunhão no Seminário da Nossa Senhora da Conceição.

Sol & Lua


Sol e Lua

Ele gosta dela

Ela não gosta dele

Ele ilumina-a

Mas ela ignora-o

 

Ele gosta de luz

Ela gosta de escuridão

Ele diz bom dia

Ela diz boa noite

 

Ele dá bom tempo

Ela ilumina a noite

 

Ele faz as plantas crescerem

Ela faz as crianças dormirem

 

Ele marca o início do dia

Ela o final

 

São completos opostos,

Um do outro

Mas a verdade é que,

Um sem o outro,

Não poderiam viver.

Frederico

Matilde Variações

"Eu só estou bem onde não estou
E só quero ir a onde não vou"
Quando estou alegre choro
E quando estou triste rio

Só quero beber do que não gosto
E comer o que não devo
Quero acabar este poema
E não quero acabá-lo
Tenho um grande problema
Não tenho nenhum problema

terça-feira, 27 de maio de 2014

Comentário a "Let's call the whole thing off


A música "Let's call the whole thing off", com Fred Astaire e Ginger Rogers, é muito bonita de se ouvir, pois tem uma letra engraçada e divertida. A forma como eles debatem aquilo que estão a dizer um ao outro é alegre e expressiva.
A música, em si, transmite tranquilidade, um sentimento de amizade entre eles, sem que se zanguem, ou seja, cada um respeita o outro sem haver desentendimento.
Como dizem, a vida é curta, logo não há razões para que se aborreçam porque isso é perda de  tempo.

Conforme diz no livro «A magia da Música»:

«Quando ouvimos música,

Apercebemo-nos que cada nota,

Cada batida está relacionada

Com a anterior; cada corda

Apoia-se na interdependência

De várias notas diferentes.

Escuta nesses acordes a música

Da própria vida, e celebra

A tua ligação com os outros.  
Ana Sofia

domingo, 25 de maio de 2014

A infância


A infância é feliz e tranquila,
por vezes um pouco confusa
Porque queremos tudo ou não queremos nada
Somos livres de sonhar
e prisioneiros de sujar.

 

Sorrir, correr e saltar
tropeçar, cair e chorar
É assim a toda a hora
sem ter tempo de olhar para trás
só sobra tempo para descansar.

 

A infância é tudo isto,
ou é, ou deveria ser
É ter direito a ser criança,
é ter direito de crescer.

Maria

Tu e eu


Quando tu paras
Eu sigo,
Quando eu digo “bom dia”
Tu dizes-me “boa noite”
Eu fico triste
E tu contente,
Vou -me embora
E tu pedes-me para ficar
Aí eu digo “adeus”
E tu dizes-me “olá”.

Mariana

Que estranha previsão


Que estranha previsão
Chuva, frio e vento
Como vai torta a estação
Foi-se o bom tempo
 
 
Em vez da chegada do verão
Com calor e os gelados
Voltou o inverno papão
Os casacos e os oleados

Simão

Ambição petulante


Com excesso e sobriedade,

Vivemos um secreto e aparente

Desejo de evolução convertido em queda.

Neste alegre e entediado país,

Em humilde e pretensiosa evolução,

Em corajosos e receosos dias,

De resultado estimulante e tão feio.

 

 

                                          Artur

A procura da felicidade


Queria ser feliz!

Porque julgava ser infeliz,

Mas foi por um triz,

Que me vi, bem longe de ver

E de poder entender

O que parecia incompreensível.

Que a minha felicidade

Pensava eu, que não era minha

Já me pertencia há muito tempo.

Rapidamente entendi que ela,

A felicidade que eu julgava longe

Sempre esteve bem perto de mim

Apenas necessitava do já existente,

A minha família.

Junta e feliz!

Ana Sofia

O João Paulo conhece uma rapariga que...


Uma rapariga que eu conheço

Fazia como faz o cata-vento:

Ora chorava se estava sozinha

Ou sozinha ria um bocadinho.

Se dava sol choramingava,

Choramingava se chuviscava,

Enfim, chorava por tudo e por nada.

João Paulo

Comentário a "Let's call the whole thing off"


Para além do poema, a Inês decidiu fazer uma apreciação da letra da música que publiquei no blogue. Muito justo, ora leiam:

"Eu gostei muito da música de Cole Porter, interpretada pelo dueto Fred Astaire e Ginger Rogers, por ter uma letra engraçada e divertida. As mesmas palavras pronunciadas de forma diferente podem provocar discussões desnecessárias que afastam as pessoas. No entanto, se gostarem verdadeiramente umas das outras, podem divertir-se com essas diferenças e ultrapassá-las.
Para mim é importante que as pessoas mantenham as suas diferenças de personalidade e que não se sintam obrigadas a mudar só por que as outras querem. Devem fazê-lo se desejarem, mas nunca por serem pressionadas."
Inês

Ou isto ou aquilo


Ou se tem chuva ou não se tem  sol,
ou se tem sol ou não se tem chuva!
Ou se  calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!
Quem sobe nos ares não fica no chão,
Quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo em dois lugares!
Ou guardo dinheiro e não compro doce,
ou compro doce e não guardo dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo...
e vivo escolhendo o dia inteiro!
Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranquilo.
Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.

 

Cecília Meireles

sábado, 24 de maio de 2014

5º teste de avaliação

Neste teste haverá não um, mas dois (2) textos para analisar.


1  texto dramático


1 texto poético


Como se trata do último teste, pode sair tudo o que estudámos até ao momento. No entanto, será dado especial destaque a


  • funções sintáticas
  • tempos e modos verbais
  • subclasses do verbo (principal:  intransitivo, transitivo direto e/ou indireto; auxiliar, copulativo)
  • frase complexa (todas as conjunções e orações coordenativas; orações subordinadas adverbiais causais, temporais e subordinadas adjetivas relativas


Devem reler as seguintes páginas de "A minha gramática":


pp. 248 (a partir de 3.1.), 249 e 250 (apenas até 3.4.)
p. 275
pp. 282-288


bem como a Autoavaliação:


pp. 197-198
pp. 156-157




Devem fazer as seguintes tarefas do Caderno de Atividades:


pp. 27-31: todos os exercícios
p. 32: apenas os exercícios 13,14
p. 33: apenas o exercício 16
p. 51: apenas os exercícios 3 e 4
p. 52: todos os exercícios
pp. 59-63: todos os exercícios
p. 64: apenas o exercício 2
p. 69: todos os exercícios










Crescer


Crescer é saber ouvir,

Crescer é saber falar.

Crescer é ser responsável, estudar, trabalhar!

Mas permanece a criança que quer brincar, correr, saltar…

 

Crescer também é sonhar.

Nem dar pelo tempo a passar,

Tantas coisas para fazer,

Tantas coisas para viver.


Inês

Um choro, um sorriso

No meio de um choro
surge um sorriso
No meio de uma tempestade
um raio de sol
E será isto um sinal
para percebermos que no mal
há sempre um momento fenomenal?


Jéssica

A música das emoções


Ai que prazer,

Ouvir uma música

E sentir diversas emoções!

Tristeza, alegria

Ódio, amor

Injustiça, solidariedade

Apatia, energia

Raiva, tranquilidade

Melancolia, euforia

Ira, serenidade

Engano, desengano

Paixão e desprezo…

São estas emoções,

Que surgem nos nossos corações!

Sara

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Pobres, ricos de lágrimas


      Chorar de tristeza,
      Chorar de alegria,
      Chorar de pobreza,
      No seu “rico” dia:
 
 
      É a triste sina
      D’um homem contente
      Com a infeliz “sorte”
      Que tem pela frente!...
 
 
      Noite é sempre clara,
      Dia é sempre escuro
      Para o pobre presente
      Que não vê…futuro!

domingo, 18 de maio de 2014

O dia e a noite


O dia traz luz, conforto e alegria

Mas quando estou doente,

Não tenho vontade para fazer nada.

O dia torna-se cansativo e melancólico.

 

No entanto, quando a noite chega,

Fico agradecida,

Pois aquele que em tempos fora

Um dia de espirros, tosse e dores de cabeça

Passou e posso finalmente descansar.

Laura

Simples e complicado

O amor é tão complicado
e gostar de alguém é tão simples.
O amor faz-nos sentir bem
mas tão mal quando a alegria se cruza com a tristeza.
O amor dá força
para superar as nossas dificuldades,
que se tornam tão fáceis quando o amor nos transtorna.
O amor é fogo que se apaga
quando a tempestade cai sobre nós.
O amor é tão simples 
que se torna complicado.

Francisca

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Ditoso, o Daniel


O que me faz ditoso é acordar de manhã e saber que a minha família está bem. Acabar um ano escolar e saber que estou cada vez mais perto de ter um trabalho, para quando os meus pais e outras pessoas não puderem ou não tiverem trabalho eu cuidar da minha família, porque família não é um laço de sangue, é um laço de amizade que nunca deveria ser desatado. Isto e outras coisas são o que me faz ditoso.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

A antítese feita poema musicado


 
 
https://www.youtube.com/watch?v=5NanMWBpucE Hello Goodbye (The Beatles)

You say yes, I say no
You say stop and I say go, go, go
Oh, no
You say goodbye and I say hello

Hello, hello
I don't know why you say goodbye
I say hello

Hello, hello
I don't know why you say goodbye
I say hello

I say high, you say low
You say why and I say I don't know
Oh, no
You say goodbye and I say hello

(Hello goodbye, hello goodbye)
Hello, hello
(Hello goodbye)
I don't know why you say goodbye
I say hello

(Hello goodbye, hello goodbye)
Hello, hello
(Hello goodbye)
I don't know why you say goodbye
(Hello goodbye)
I say hello

Why, why, why, why, why, why
Do you say goodbye?
Goodbye, bye, bye, bye, bye
Oh, no
You say goodbye and I say hello

Hello, hello
I don't know why you say goodbye
I say hello
Hello, hello
I don't know why you say goodbye
I say hello

You say yes
(I say yes)
I say no
(But I may mean no)
You say stop
(I can stay)
And I say go, go, go
(Til it's time to go)

Oh, no
You say goodbye and I say hello

Hello, hello
I don't know why you say goodbye
I say hello
Hello, hello
I don't know why you say goodbye
I say hello
Hello, hello
I don't know why you say goodbye I say hello
Hello

Hela, goodbye hello
Hela, goodbye hello
Hela, heba helloa
 
 
 
Things have come to a pretty pass
Our romance is growing flat,
For you like this and the other
While I go for this and that,

Goodness knows what the end will be
Oh I don't know where I'm at
It looks as if we two will never be one
Something must be done:

You say either and I say either,
You say neither and I say neither
Either, either neither, neither
Let's call the whole thing off.

You like potato and I like potahto
You like tomato and I like tomahto
Potato, potahto, tomato, tomahto.
Let's call the whole thing off

But oh, if we call the whole thing off
Then we must part
And oh, if we ever part, then that might break my heart

So if you like pyjamas and I like pyjahmas,
I'll wear pyjamas and give up pyajahmas
For we know we need each other so we
Better call the whole thing off
Let's call the whole thing off.

You say laughter and I say larfter
You say after and I say arfter
Laughter, larfter after arfter
Let's call the whole thing off,

You like vanilla and I like vanella
You saspiralla, and I saspirella
Vanilla vanella chocolate strawberry
Let's call the whole thing off

But oh if we call the whole thing of then we must part
And oh, if we ever part, then that might break my heart

So if you go for oysters and I go for ersters
I'll order oysters and cancel the ersters
For we know we need each other so we
Better call the calling off off,
Let's call the whole thing off.

I say father, and you say pater,
I saw mother and you say mater
Pater, mater uncle, auntie let's call the whole thing off.

I like bananas and you like banahnahs
I say havana and I get havahnah
Bananas, banahnahs havana, havahnah
Go your way, I'll go mine

So if I go for scallops and you go for lobsters,
So all right no contest we'll order lobseter
For we know we need each other so we
Better call the calling off off,
Let's call the whole thing off.
 

 

domingo, 4 de maio de 2014

These are a few of my favourite things

Desculpem escrever um título em inglês (embora eu saiba que o Frederico e o Daniel estão radiantes), mas não resisti. Eis, pois, três poemas de que gosto muito:


A música das estrelas

As estrelas também cantam
Cantam uma canção de embalar
sobre uma estrela que caiu
no fundo do mar


 Melhor lugar não há
para ouvir essa canção
do que deitado na relva
numa noite de Verão

Jorge Sousa Braga


A língua de nhem
Havia uma velhinha
que andava aborrecida
pois dava a sua vida
para falar com alguém.

E estava sempre em casa
a boa velhinha
resmungando sozinha:
nhem-nhem-nhem-nhem-nhem-nhem...

O gato que dormia
no canto da cozinha
escutando a velhinha,
principiou também

a miar nessa língua
e se ela resmungava,
o gatinho a acompanhava:
nhem-nhem-nhem-nhem-nhem-nhem...

Depois veio o cachorro
da casa da vizinha,
pato, cabra e galinha
de cá, de lá, de além,

e todos aprenderam
a falar noite e dia
naquela melodia
nhem-nhem-nhem-nhem-nhem-nhem...

De modo que a velhinha
que muito padecia
por não ter companhia
nem falar com ninguém,

ficou toda contente,
pois mal a boca abria
tudo lhe respondia:
nhem-nhem-nhem-nhem-nhem-nhem...

Cecília Meireles


Trem de Ferro

Café com pão
Café com pão
Café com pão

Virge Maria que foi isso maquinista?

Agora sim
Café com pão
Agora sim
Voa, fumaça
Corre, cerca
Ai seu foguista
Bota fogo
Na fornalha
Que eu preciso
Muita força
Muita força
Muita força
(trem de ferro, trem de ferro)

Oô...
Foge, bicho
Foge, povo
Passa ponte
Passa poste
Passa pasto
Passa boi
Passa boiada
Passa galho
Da ingazeira
Debruçada
No riacho
Que vontade
De cantar!
Oô...
(café com pão é muito bom)

Quando me prendero
No canaviá
Cada pé de cana
Era um oficiá
Oô...
Menina bonita
Do vestido verde
Me dá tua boca
Pra matar minha sede
Oô...
Vou mimbora vou mimbora
Não gosto daqui
Nasci no sertão
Sou de Ouricuri
Oô...

Vou depressa
Vou correndo
Vou na toda
Que só levo
Pouca gente
Pouca gente
Pouca gente...
(trem de ferro, trem de ferro)

Manuel Bandeira