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sexta-feira, 30 de maio de 2014

Uma questão de tempo

Um infinito temporário 
Um curto longo
Um longo curto 
Uma rápida eternidade
Um longo instante
Um fim sem começo
É tudo uma questão de tempo 
 
Sofia

sexta-feira, 28 de março de 2014

O Frederico viu, em "O pianista", um filme de ação


19 de abril de 1943

 

                Já estamos preparados. As armas já estão prontas, o plano já foi revisto. É hoje o dia em que nós, judeus, vamos oferecer resistência.

                Os alemães tinham chegado ao muro, era hora de atacar. Atacámos de surpresa, com tiros e granadas, mas todos eles vinham armados. Matámos os primeiros, mas logo chegaram os reforços. Explodiram três edifícios e o muro do ghetto. Ainda atacámos, oferecendo grande resistência, mas eles eram mais fortes. Após umas horas, decidi fugir.

                De longe, observava os meus companheiros em sofrimento. Um verdadeiro inferno de chamas cercava o ghetto onde eles ardiam. A dado momento, um deles saltou em chamas, aterrando violentamente no chão. Poucos sobreviveram. No dia seguinte, os alemães voltaram e procuraram os restantes. Obrigaram-nos a fazer uma fila contra a parede e mataram todos de uma só vez. O ghetto estava destruído, assim como os judeus que ofereceram resistência.

                Fugi e fui, mais tarde, encontrado pelos russos, no final da Guerra. Apesar de muitos terem morrido, fico feliz por ter sobrevivido.

 
Frederico
(texto editado; de acordo com o filme, o protagonista não participou na resistência)

As dificuldades por que "O pianista" passou, segundo a Laura

Szpilman era pianista e vivia em Varsóvia. Ele foi um dos judeus que sobreviveram às perseguições nazis, durante a segunda guerra mundial, ao conseguir fugir do gueto de Varsóvia, com a ajuda de amigos, escapando assim aos campos de concentração.
Depois da sua fuga, foi vivendo pela cidade bombardeada, passando muita fome. Quando o apartamento onde vivia foi destruído, entrou num edifício, à procura de comida, e encontrou uma lata de conservas. A certa altura olhou para trás e viu um general alemão: tinha sido seguido. Assustou-se e deixou cair a lata.
O general perguntou-lhe quem ele era, o que ali estava a fazer e qual era a sua profissão. O judeu respondeu-lhe, aterrorizado, que era pianista. Desconfiado, o general levou-o até um piano e mandou-o tocar.
O pianista tocou uma linda música e, quando terminou, o general, emocionado, foi-se embora sem o denunciar, acreditando nas palavras dele.
A partir desse dia, o general passou a levar-lhe mantimentos.
No final da guerra, o general foi preso e o pianista regressou à sua vida anterior.

Laura (texto editado)

domingo, 5 de janeiro de 2014

As minhas férias


Assim que as aulas terminaram senti-me muito feliz e pensei logo numa enormidade de coisas que iria fazer nas férias.
 
Consegui finalmente dormir até mais tarde e pôr de parte os horários escolares que, no dia a dia, tanto me aborreciam. Aproveitei para ir à praia, à piscina, andar de patins na ciclovia e ir ao cinema. Passei alguns dias com os meus primos no campo, onde tivemos oportunidade de ficar acordados até tarde a contar peripécias, histórias e anedotas. Como não tínhamos obrigações a cumprir, tivemos a possibilidade de ir pescar no rio e apanhar fruta fresca para que a minha tia fizesse os sumos naturais de que tanto gostamos.
Quando as férias estavam a acabar - infelizmente - eu e os meus pais combinámos fazer uma viagem até Reguengos de Monsaraz. Passados alguns dias, iniciámos a viagem e chegámos ao destino sem percalços. Descansámos numa pensão típica alentejana para, no dia seguinte, termos a energia necessária para visitar cada canto da vila. Os lugares que mais me fascinaram foram o lago artificial do Alqueva, que já foi o maior lago artificial do mundo e, atualmente, o é da Europa; e Monsaraz, uma pequena vila histórica limitada por uma muralha com um castelo, do qual se tinha uma visão quase completa do lago. Dentro de muralhas as casas estavam recuperadas e em algumas havia lojas de artesanato. Visitámos a igreja Matriz e almoçámos num simpático restaurante junto do castelo. Aproveitámos para experimentar a gastronomia alentejana, com deliciosos pratos de porco preto acompanhados por migas.
 
Foram as férias mais emocionantes e fantásticas que eu tive em toda a minha vida!
Artur
Texto sujeito a ligeiras alterações

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Uma jovem heroína

    Matilde vivia numa pequena aldeia, afastada cerca de dez quilómetros da cidade, onde estudava, frequentando o 9ºano.
   Na altura, tinha quinze anos, carregados de uma alegria imensa de viver e de conviver. Para além de alegre, era simpática, muito afável, gostava de todos os colegas da escola, de quem era verdadeiramente amiga. Era aplicada nos estudos e gostava de ajudar os seus companheiros, quando estes lhe pediam auxílio para resolver questões mais difíceis.
   Em casa, Matilde era uma menina sempre pronta para ajudar a mãe nas tarefas domésticas, sem nunca se esquecer dos seus deveres de estudo.
   Na aldeia, todas as pessoas a estimavam, porque ela fazia amizade com toda a gente e envolvia-se nas muitas atividades de convívio e de lazer que se realizavam na terra: no escutismo, no campismo, nas caminhadas semanais, na preparação das festas anuais, entre outras.
   Matilde era, assim, uma espécie de heroína, aos olhos de todos, lá na aldeia, onde a viam como uma menina exemplar.
   Um dia, quando Matilde fazia uma das suas caminhadas matinais, aos sábados, acompanhada de outros jovens, aconteceu algo que a todos surpreendeu:
   Numa casa afastada da aldeia, vivia um homem, sozinho e de idade avançada. Não tinha ninguém que o ajudasse a fazer nada. Tinha adoecido e metera-se à cama. Quando, passados alguns dias, se achou melhor, sentou-se à porta de casa, esperando pela ajuda de alguém que passasse.
   Nessa manhã de sábado, os jovens caminheiros, ao passarem por ali, viram o homem e saudaram-no.
   Respondendo à saudação, o homem disse-lhes, num tom de voz muito fraco:
   - Vocês podem fazer-me um favor? Eu não posso sair daqui, não tenho pernas para andar.
   Matilde, de imediato, respondeu:
   - Podemos fazer o favor que o senhor quiser.
   - Não tenho de comer em casa e precisava de ir à cidade buscar qualquer coisa – disse o velho.
   Matilde, com pena, disse-lhe:
   - A minha mãe tem um quarto de vago e o senhor vai lá comer connosco e descansar neste fim de semana. Quer vir?
   Um dos colegas de Matilde, o Jorge, surpreendido com a proposta feita ao homem, murmurou ao ouvido de Matilde:
   - Tu vais levar o velho lá para casa, no estado em que ele está, sem saber se a tua mãe o aceita?
   Matilde, incomodada, respondeu-lhe:
   - “Devemos fazer o bem, sem olhar a quem”, como diz o povo. E com a minha mãe falo eu…
   O homem, muito contente com a atitude daquela menina, levantou-se e decidiu ir com ela, feliz por ver uma jovem a ajudar um velhinho.
   Este gesto de solidariedade de Matilde, igual a tantos outros, que frequentemente praticava, fez crescer, ainda mais, a consideração que todos, na aldeia, tinham por ela.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

O sonho

Na escola de Joana havia um entusiasmo enorme! Os alunos estavam super contentes, porque era o último dia de aulas. A diretora da escola tinha organizado um pequenique junto ao rio Douro.

A viagem foi longa, mas muito divertida! Estava toda a gente a cantar e a conversar.

Ah! Já me esquecia de apresentar a Joana! Ela era uma menina com olhos verdes, cabelo castanho, com poucos caracóis, alta e magra. Era muito simpática e amiga de todos.

Agora vou continuar...

Quando chegaram ao rio, saltaram do autocarro e puseram a comida em cima de mesas de pedra. Fartaram-se de comer!

No final, a professora disse-lhes que eles podiam dar um passeio em grupo. Joana escolheu os seus três grandes amigos, que eram o Tiago, a Catarina e a Rita. Catarina era muito destemida. Então, começou a ir para cima das rochas. O Tiago também achou piada e foi para lá. Só ficaram em baixo a Joana e a Rita. De repente, Joana pensou que não fazia mal. Então resolveu ir para a beira deles. A Rita era a mais medricas, mas, como não queria ficar sozinha, seguiu os colegas. Quando estavam todos em cima da rocha, a Joana caiu num buraco.

- Estás bem, Joana? - perguntou, aflita, a Catarina.

- Sim!- respondeu a Joana.

E o Tiago disse:

- Eu vou descer para te ajudar!

Nesse instante, escorregou a Catarina que, sem querer, empurrou a Rita. Tiago começou a discutir com a Catarina, porque era suposto elas terem ido buscar ajuda.

- Uau! Parece um sitio secreto – disse a Catarina. - Esta conversa deixou-me com sede!

- Não bebas daí, pode não ser água! - avisou o Tiago.

- Tu não mandas em mim, percebeste? - gritou a Catarina.

Quando ela bebeu do copo que se encontrava em cima de uma mesa, transformou-se num peixe dourado.

- Uau! Será que faz o mesmo efeito em mim? - disse entusiasmada, a Joana. Porém, não hesitou e também bebeu a poção… mas transformou-se num peixe balão.

- Olha para mim! Tão gorda! – disse a Joana – este cabelo no ar está fora de moda!

- Os peixes balão são assim. – disse a Rita. – Gordos. E isso são espinhos, e não cabelos.

- Mas eu estou linda!– exclamou a Catarina – fico bem de dourado!

De repente, a Joana acordou e só viu pessoas à sua volta. Afinal, tinha sido somente um sonho, e ela tinha batido com a cabeça nas rochas.

- Ainda bem que não sou um peixe balão. Nunca mais me vou deixar influenciar pelos outros, portanto, amigos, cuidado! – disse  Joana, ainda meio tonta.

Os amigos da Joana olharam uns para os outros e riram-se.

Deseja boa sorte à Joana, para outra aventura!
 
(Sara, 7ºA)
Texto com ligeiras alterações