quarta-feira, 19 de março de 2014

"O pianista" revisitado pela Maria Inês

Entrei. Procurei desesperadamente comida, até que, no alto de um armário, vi uma lata de pepinos, mas, por entre alguns sons, ouvi alemães. Rapidamente, comecei a correr sem largar a lata e entrei numa outra casa. Peguei num garfo e tentei abri-la esfomeado. Eis que, a lata cai ao chão e vai direta a um alemão. Este faz-me uma série de perguntas, nomeadamente o que é que eu fazia antes de tudo isto acontecer. Eu depressa respondi «Era pianista.». O alemão diz-me para o seguir e leva-me até uma sala com um piano maravilhoso e pede-me que toque. Sem grandes opções, sento-me no banco do piano e, pensativo, fico a olhar para as teclas durante algum tempo, até que comecei a tocar. No início estava um pouco inseguro, mas depois deixei-me levar pela música.
Quando terminei, alemão ficou estupefacto, e mais uma vez, fez um outro questionário. A última pergunta era sobre onde eu estava instalado e eu mostrei-lhe. O alemão  ficou com pena de mim, penso, e deu-me o seu casaco e pão. Fiquei-lhe imensamente agradecido.
A partir desse dia, o alemão ia sempre levar-me comida.
Maria Inês
(Texto editado. A sequência narrativa apresenta algumas diferenças face ao filme.)

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