Quando estudámos "Lago rico", um excerto de um livro de que gostei muitíssimo quando era da vossa idade (Rosinha minha canoa, de José Mauro de Vasconcelos), lembrei-me de que, há uns anos, tinha lido com duas turmas um livro do escritor angolano Pepetela (que ganhou o Prémio Camões em 1997): A montanha da água lilás. Na altura, rimo-nos imenso com as aventuras e desventuras dos Lupis.
Quando os estranhos seres cor de laranja precisaram de expulsar os rinocerontes que tinham invadido a montanha onde viviam os Lupis, estes perguntaram-se:
"Mas como, se eram tão pequenos e fracos? Decidiram exagerar na gritaria. Assim mesmo. O lupi-lupi-lupi invadiu a montanha. Os rinocerontes, que são quase cegos mas nada surdos, andavam muito nervosos com a lupilagem estonteante. Desesperados, bem corriam atrás dos lupis para os esmagar, mas estes eram rápidos e ágeis. Subiam logo às árvores, escapando sempre. Os rinocerontes ficavam cá em baixo a escavar a terra, a dar marradas nas árvores, furiosos. E o coro lúpico prosseguiu lá em cima. Até que, com os nervos arrasados, cacimbados mesmo, os rinocerontes retiraram e nunca mais voltaram à montanha.
A montanha era de novo só dos lupis.»

Mas isto foi sol de pouca dura... querem saber o resto? Leiam este delicioso livro e depois digam-me o que acharam. Lupi-lupi-lupi.
(Imagem retirada de http://www.dquixote.pt/fotos/produtos/500_9789722032483_montanha_da_agua_lilas.jpg)
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