terça-feira, 26 de novembro de 2013

"A montanha da água lilás"

Quando estudámos "Lago rico", um excerto de um livro de que gostei muitíssimo quando era da vossa idade (Rosinha minha canoa, de José Mauro de Vasconcelos), lembrei-me de que, há uns anos, tinha lido com duas turmas um livro do escritor angolano Pepetela (que ganhou o Prémio Camões em 1997): A montanha da água lilás. Na altura, rimo-nos imenso com as aventuras e desventuras dos Lupis.

Quando os estranhos seres cor de laranja precisaram de expulsar os rinocerontes que tinham invadido a montanha onde viviam os Lupis, estes perguntaram-se:
 
"Mas como, se eram tão pequenos e fracos? Decidiram exagerar na gritaria. Assim mesmo. O lupi-lupi-lupi invadiu a montanha. Os rinocerontes, que são quase cegos mas nada surdos, andavam muito nervosos com a lupilagem estonteante. Desesperados, bem corriam atrás dos lupis para os esmagar, mas estes eram rápidos e ágeis. Subiam logo às árvores, escapando sempre. Os rinocerontes ficavam cá em baixo a escavar a terra, a dar marradas nas árvores, furiosos. E o coro lúpico prosseguiu lá em cima. Até que, com os nervos arrasados, cacimbados mesmo, os rinocerontes retiraram e nunca mais voltaram à montanha.
A montanha era de novo só dos lupis.»
 
Mas isto foi sol de pouca dura... querem saber o resto? Leiam este delicioso livro e depois digam-me o que acharam. Lupi-lupi-lupi.

(Imagem retirada de http://www.dquixote.pt/fotos/produtos/500_9789722032483_montanha_da_agua_lilas.jpg)

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