http://www.ciberescola.com/, escolham o Português como língua materna, o 7º ano como o vosso nível e façam os exercícios. Muito bom!
Blogue das turmas de sétimo ano do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian (ano letivo 2013/2014)
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
3º teste de avaliação
O terceiro teste terá, como ponto de partida, uma narrativa de autor português. Mais uma vez, podem surgir perguntas relacionadas com questões abordadas noutras ocasiões. Por exemplo, as categorias da narrativa, os registos de língua e os recursos expressivos.
Serão questionados acerca
- da formação de palavras
- da frase ativa/passiva
- das funções sintáticas, com especial incidência no complemento agente da passiva
- das orações coordenadas
- das orações subordinadas adverbiais causais e temporais
... e farão um exercício de expressão escrita envolvendo as formas de tratamento.
Para preparar o teste, aconselha-se, para além da consulta do caderno, a releitura das páginas de 71 a 97 do manual e o estudo da rubrica "A minha gramática" - em particular as páginas 239-241 (excetuando 2.3. e 3.), 263 (só 1.), 268, 73-275 (só até 4.2.1, inclusivé).
No caderno de atividades, recomendam-se os seguintes exercícios:
pp. 14-16: todos os exercícios;
pp. 54-56: todos os exercícios;
p. 73: apenas os exercícios 1 e 2;
pp. 74-75: todos os exercícios.
Para preparar o teste, aconselha-se, para além da consulta do caderno, a releitura das páginas de 71 a 97 do manual e o estudo da rubrica "A minha gramática" - em particular as páginas 239-241 (excetuando 2.3. e 3.), 263 (só 1.), 268, 73-275 (só até 4.2.1, inclusivé).
No caderno de atividades, recomendam-se os seguintes exercícios:
pp. 14-16: todos os exercícios;
pp. 54-56: todos os exercícios;
p. 73: apenas os exercícios 1 e 2;
pp. 74-75: todos os exercícios.
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
Uma oportunidade a não perder
Inscrevam-se neste projeto único e inovador, sediado aqui mesmo, no Conservatório. Basta clicar aqui.
domingo, 12 de janeiro de 2014
A lenda de sir Anthony
Era uma vez, há muito
tempo atrás, um rapaz chamado Anthony. O Anthony queria ser guerreiro, por isso
tirou o curso de Física Quântica.
Frederico, 7ºA
(texto sujeito a ligeiras alterações)
Depois de tirar o seu curso, foi ter com um mago e
disse-lhe:
- Senhor mago, já tirei o meu curso. Agora como posso
ser guerreiro?
- Vou transportar-te para uma terra longínqua. A
Terra dos Guerreiros. Aí poderás aprender a ser guerreiro.
Assim que chegou à Terra dos
Guerreiros, foi apanhado num tiroteiro e levou um tiro no coração. Porém, na
Terra dos Guerreiros, é quase impossível morrer
e, mesmo se morrermos, vamos para o Hospital da Ressuscitação. Mas,
continuando com a história, levaram o nosso guerreiro para lá, onde ele
ressuscitou. Final feliz? Nem por isso. Logo que saiu do Hospital foi
atropelado... por um tanque!
O coitado foi levado novamente
para o Hospital, onde voltaram a ressuscitá-lo.
Quando saiu do Hospital, viu um
tanque e desviou-se, mas não reparou no pterodáctilo que vinha num voo a pique
para o apanhar (na Terra dos Guerreiros vê-se de tudo, mesmo que esteja
extinto).
Bom, eventualmente lá foi largado
pelo pterodáctilo e, quando estava super-concentrado, vocês, meus amigos leitores,
nem sabem o que aconteceu. Tropeçou numa pedra e partiu o nariz.
Chamou o mágico e disse-lhe:
- Eu desisto: isto é tudo muito
díficil.
- É assim que vai terminar? A ti
próprio humilhar?
- Sabe que mais? Arroz com
pardais!
E assim acabou a demanda de
Anthony.
(texto sujeito a ligeiras alterações)
O acidente
Hoje estava
um lindo dia de sol para ir passear até ao centro da cidade.
À tarde, eu,
a minha mãe, e o meu irmão fomos caminhar. Na volta, depois de eu ter ido com o
meu irmão a vários parques infantis, fomos visitar a minha avó.
- Cuidado,
não podemos atravessar! O carro da frente já nos viu e vai parar, mas o carro
que vem lá atrás, vem com tanta velocidade que, de certeza, não vai parar!
E foi o que
aconteceu:
Nós não
atravessámos e o carro da frente foi empurrado para a passadeira, com o embate
do carro de trás.
Por isso,
temos de estar muito atentos quando vamos atravessar uma passadeira. Não
devemos só olhar para o carro da frente, mas também para o que vem atrás, pois
o condutor pode estar distraído, não conseguir parar, e se nós tivéssemos
passado, podíamos ter-nos magoado.
Felizmente,
chegámos bem a casa.
sábado, 11 de janeiro de 2014
O pior dia de sempre
Hoje
foi o pior dia de sempre! Agora vocês perguntam: porquê? Bem, tudo começou hoje
de manhã. Estava eu sossegada a tomar o pequeno-almoço, quando me lembrei que tinha o pão a torrar. Levantei-me num ápice, mas, ao levantar-me, levei a
toalha atrás, assim como a caneca e o leite. Já devem ter imaginado qual foi a
reação da minha mãe: não foi nada boa… isso já foi suficiente para eu chegar
atrasada à escola e levar um raspanete da professora.
À
hora de almoço, quando passei o cartão para ver se tinha senha marcada...
não tinha. Então os funcionários da cantina disseram que eu só podia comer
sopa, salada e fruta. Eu lá fui na deles. Preparei o tabuleiro e sentei-me
calmamente, tentando evitar mais acidentes. Comecei a comer. Quando terminei,
levantei-me para ir pousar o tabuleiro, sem reparar que alguém tinha deixado
cair comida no chão, deixando-o muito escorregadio. Eu escorreguei e caí.
Fiquei coberta de comida. Levantei-me apressadamente e sacudi os restos de
comida que tinha na roupa, mas não foi o suficiente, ainda estava suja!
Entretanto, a campainha tocou e eu não tive outro remédio se não ir para a aula
toda suja! Mal eu entrei (mais uma vez atrasada), começaram os burburinhos.
Tocou para fora, e eu tinha de ir para casa a pé! Estava a chover
torrencialmente quando cheguei a casa. Tirei os sapatos, tentando evitar
patinhar a casa toda (como se isso fosse possível), tomei um banho, vesti o
pijama e agora estou aqui a escrever!
Leonor (Texto sujeito a ligeiras alterações)
Tiago, o herói!
Tudo isto começou numa floresta
tropical deserta, onde, há 10 anos, um avião se despenhou. Todos os passageiros
morreram, apenas sobreviveu uma criança chamada Tiago, com 5 anos.
Tiago sentia-se perdido, pois não
conhecia nada. Começou por ver golfinhos, aves exóticas, macacos, entre outros
animais. Sentia-se assustado, pois não sabia o que era aquilo, ou se lhe podiam
fazer mal.
Começou por pedir ajuda, mas, como
não havia humanos, ninguém o ouviu. Começou a ficar com sede. Deitou-se
desesperado e pensou para si:
- Onde é que eu vou arranjar água?
Olhou para cima, viu uma palmeira
com cocos e lembrou-se que a mãe lhe tinha dito que os cocos têm água. O seu
instinto foi trepar à árvore, mas, mal começou, caiu logo. Um macaco que estava
em cima da palmeira, ao ver o seu esforço, decidiu atirar-lhe com um. Ao ver
que o coco tinha caído e achando que tinha sido ele, Tiago ficou todo contente,
pensando que era muito forte, mas apercebendo-se de que não o era quando o tentou
abrir.
Começou a habituar-se àquele ritmo.
Todavia, ainda não tinha percebido como tinha ido lá parar.
Começou a fazer amizades com os animais,
conseguindo comunicar com eles.
Passados
8 anos, Tiago já estava tão à vontade com aquele modo de vida, que viver com
aqueles animais era normalíssimo.
Certo
dia, Tiago estava a descansar. De repente, ouviu um barulho assustador. Era um helicóptero
com exploradores que andavam pelas florestas tropicais em busca de espécies
desconhecidas, os quais, apercebendo-se da existência de uma vida humana, resolveram
descer. O helicóptero aterrou mesmo perto de Tiago.
Os
exploradores, apercebendo-se da situação pela qual Tiago tinha passado,
resolveram levá-lo para o meio dos humanos. Tiago não sabia falar, tinha comportamentos
inadequados, tudo era excessivamente confuso.
Cada vez que saía à rua, embora
sempre acompanhado, as pessoas tinham medo dele, pois tinha atitudes
animalescas, gritava muito e tinha um andar estranho.
Até que um dia resolveu sair à rua
sozinho, pois queria explorar tudo o que o rodeava. De repente, deparou-se com
um assaltante que tinha entrado num banco fortemente armado. Como Tiago não
sabia para que tudo aquilo servia, atirou-se para cima do assaltante,
desarmando-o e agarrando-o com toda a sua força. Quando a polícia chegou, todas
as pessoas envolvidas bateram muitas palmas a Tiago, gritando “É UM HERÓI, É UM
HERÓI”
A partir daquele dia, Tiago passou a
ter ajuda.
E rapidamente se adaptou à vida
humana, nunca mais sendo esquecido como “TIAGO, O HERÓI”
Mariana
(Texto sujeito a ligeiras alterações)
(Texto sujeito a ligeiras alterações)
Herói por um dia
Era
uma vez um rapaz chamado Diogo que sonhava todos os dias em ser herói. Ele
gostava de ler livros de heróis que salvavam o mundo de monstros estranhos e
nunca vistos.
Então,
certo dia, a professora do Diogo mandou fazer um trabalho: ler um livro à
escolha. Aí, o rapaz decidiu ler um livro de banda desenhada onde se falava de
heróis e heroínas que salvavam o mundo e muito mais…
Ao
chegar a casa, deitou-se na sua cama fofinha. Começou a ler e nunca mais parou.
Entusiasmado, o rapaz ficou a noite toda a ler e a ler… Cansado, acabou por
adormecer num sono pesado e começou a sonhar com o mundo da fantasia onde tudo,
mas mesmo tudo, era perfeito. Imaginou-se lá, vestido com um fato vermelho que
dizia “Herói”. Orgulhoso de si mesmo, inspirou e disse:
- Estou
aqui para ajudar todas as pessoas que precisam!
Mal
acabou a sua frase, ouviu uma rapariga gritar.
O
rapaz, todo contente porque ia ter a sua primeira aventura, começou a correr e
foi ajudar a rapariga. Saltou e colou-se à parede (“Não sei bem como”, pensou
ele). Continuou correndo e correndo pelo prédio acima, e só descansaria quando
lá chegasse.
Lá
conseguiu chegar ao topo do prédio. Vendo a rapariga aflita, correu… e depois
disso só se viu o dinossauro caído no chão, sem poder fazer nada. O rapaz ficou
orgulhoso por ter conseguido salvar a rapariga, que entregou aos seus pais. A rapariga disse-lhe em voz baixinha:
-
Chamo-me Catarina e tu és o meu herói. Obrigada.
Só
lhe deu tempo para dizer cinco simples palavras
- De
nada, tenho de ir.
E
assim acordou do seu sono profundo, ficando muito feliz por ter conseguido
realizar o seu sonho.
Maria
João
domingo, 5 de janeiro de 2014
As minhas férias
Assim que as aulas terminaram senti-me muito feliz e pensei logo numa enormidade de coisas que iria fazer nas férias.
Consegui finalmente dormir até mais tarde e pôr de parte os horários escolares que, no dia a dia, tanto me aborreciam. Aproveitei para ir à praia, à piscina, andar de patins na ciclovia e ir ao cinema. Passei alguns dias com os meus primos no campo, onde tivemos oportunidade de ficar acordados até tarde a contar peripécias, histórias e anedotas. Como não tínhamos obrigações a cumprir, tivemos a possibilidade de ir pescar no rio e apanhar fruta fresca para que a minha tia fizesse os sumos naturais de que tanto gostamos.
Quando as férias estavam a acabar - infelizmente - eu e os meus pais combinámos fazer uma viagem até Reguengos de Monsaraz. Passados alguns dias, iniciámos a viagem e chegámos ao destino sem percalços. Descansámos numa pensão típica alentejana para, no dia seguinte, termos a energia necessária para visitar cada canto da vila. Os lugares que mais me fascinaram foram o lago artificial do Alqueva, que já foi o maior lago artificial do mundo e, atualmente, o é da Europa; e Monsaraz, uma pequena vila histórica limitada por uma muralha com um castelo, do qual se tinha uma visão quase completa do lago. Dentro de muralhas as casas estavam recuperadas e em algumas havia lojas de artesanato. Visitámos a igreja Matriz e almoçámos num simpático restaurante junto do castelo. Aproveitámos para experimentar a gastronomia alentejana, com deliciosos pratos de porco preto acompanhados por migas.
Artur
Texto sujeito a ligeiras alterações
O rapaz do tempo
Acordei de manhã com preguiça de ir para a escola e a primeira ideia
que me veio à cabeça foi…
- Mãe, estou
mal disposta… acho que tenho febre - disse eu.
- Vamos medir
a febre - disse-me ela.
Foi buscar o termómetro, mas
fiquei atrapalhada! Como me fui esquecer desse pormenor? Nesse momento,
lembrei-me de dizer à minha mãe que não tinha preparado a mochila, então
pedi-lho… enquanto me fazia esse favor, aproveitei para aquecer o termómetro com
o isqueiro que ela tinha deixado em cima da mesa da cozinha… Ela foi mais rápida
do que eu pensava e, nisto, apanhou-me e obrigou-me a ir para a escola.
Cheguei à escola aborrecida e, na aula de Matemática, tudo me estava a
correr mal. As contas de multiplicar pareciam as de dividir, as de somar
pareciam de subtrair… estava tão mal disposta que acabei por me zangar com a
minha melhor amiga, a Maria… fui comer sozinha, passei a tarde sozinha e cheguei
a casa muito arreliada. Disse ”boa tarde” ao meu pai e ele, zangado por ter
sabido o que tinha acontecido, disse:
- Boa
tarde… vai para o teu quarto estudar!
Chorei tanto que desejei que aquele dia nunca tivesse acontecido e,
nesse instante, de debaixo da minha cama, saiu uma formiga que, de repente, se
transformou num rapaz alto e bem constituído. Não podia
acreditar no que estava a acontecer. Estava a sentir-me mal e acabei por
desmaiar. Acordei de manhã!
Era como se aquele dia nunca tivesse acontecido.
Acordei mal disposta, mas não fiz nada de mal! Fui tomar o pequeno-almoço,
a minha mãe acompanhou-me e levou-me à escola.
A aula de matemática nunca tinha corrido melhor! Não confundi contas
nenhumas! E eu e a Maria estávamos mesmo bem.
Cheguei a casa, e o meu pai disse:
- Boa tarde, filha!- E eu:
- Boa tarde, pai!- Dirigi-me para o quarto e apareceu o rapaz que salvou o meu dia e
disse:
- Isto que te tenha servido de exemplo!
Deixei de o ver e fiz um sorriso pensativo… percebi a mensagem!
Texto sujeito a ligeiras alterações
Super - «Animal»
Um dia, o Super Animal teve uma longa
história. Ele começou por ir à savana, em África, numa visita num carro
apropriado para lá andar. Quando lá chegou, foi investigar (dentro do seu
carro, obviamente, devido ao perigo que corria no meio daqueles animais). Foi andando,
andando e, de repente, encontrou um leão magoado. Ainda hesitou, mas saiu do
carro, pegou na mala de primeiros socorros e, depois de muito esforço,
conseguiu curar o leão. Continuou a sua visita e encontrou uma gazela com uma
mordidela e tentou curá-la mas, de repente, apareceu uma hiena que andava à
procura da sua presa, e que queria atacar o Super Animal. Logo de seguida,
apareceu o leão que o Super Animal ajudara, que afastou a hiena. Logo, salvou o
Super Animal, que fez um novo amigo. O Super Animal voltou, assim, para casa, com
esta história para me contar.
Duarte
Texto sujeito a ligeiras alterações
A conquista de Strumburg, segundo o João Paulo
No
tempo do Feudalismo, havia uma guerreira chamada Olga. Olga era búlgara, e
vivia na cidade de Dubkee, governada por seu pai.
Certo
dia, a cidade fora atacada pelas tropas da Ordem, originárias da cidade de
Strumburg. Durante essa batalha, centenas de soldados foram mortos, dezenas de
casas foram destruídas e o governador fora ferido, ao ponto de não ser capaz de
governar a cidade. Olga tornou-se governadora da destruída Dubkee.
Olga
tratou de ver como estavam as tropas. Apenas duas dúzias de arqueiros e de
milícias restavam. A governadora decidiu reconstruir o seu exército com
cidadãos da cidade.
Os
edifícios foram reconstruídos, o exército foi recuperado e Olga estava pronta
para partir com o seu exército para Sturmburg. Durante a longa caminhada
pararam em Zlatograd, onde Olga comprou armaduras e armas mais eficazes. Todo o
ouro foi gasto. Seria o tudo ou nada para Dubkee. Pararam também em Dobrov, uma
das cidades mais próximas de Strumburg.
Finalmente,
avistavam-se as muralhas de Strmburg. Estava na hora. Strumburg lançou os seus
soldados, claramente mais fortes do que o exército de Olga. Mas Olga não iria
cruzar os braços. Reuniu-se com o exército e usou a sua inteligência para
delinear uma estratégia.
Os
arqueiros – Olga também o era – ficariam atrás. De seguida, viria a segunda
ordem de milícias, equipadas com armas para matar os espadachins de Strumburg.
A primeira ordem de milícias possuía escudos contra as facas de arremesso e,
como arma, um machado.
A
estratégia de Olga funcionou. Os
soldados de Strumburg, aparentemente mais fortes, foram derrotados. Olga tinha
conquistado uma das cidades mais poderosas da Ordem. Olga recuperou o seu
exército e voltou para Dubkee, onde todos a receberam em festa. Mais tarde, uma
estátua em sua honra foi construída.
Um pequeno grande músico
Um pequeno rapaz, chamado Joel, era filho de uns pais muito pobres, mas que faziam de tudo para o bem-estar do filho.
Certo dia, Joel sentiu-se mal por saber que os pais
trabalhavam até tarde e que ele não ajudava. Foi então que teve uma excelente
ideia. Pegou no seu violino, comprado com as poupanças dos pais, e foi para a
rua tocar.
Quando chegou à rua, tímido, com algum frio, abriu a sua
caixa do violino, começando a tocar. Algumas pessoas passavam, dando dinheiro,
outras limitavam-se a ouvir e algumas simplesmente ignoravam o rapaz.
Passada meia hora, o rapaz começava a perder aquele sorriso
inicial. Começara a tremer com o frio, pois já estava a anoitecer. Foi então
que decidiu tocar a última peça que tinha preparada, pensando «os meus pais vão
ficar tão contentes com estes trocos».
A certa altura, um senhor, com bom aspeto, ao passar perto
de Joel, pára, imóvel, e delicia-se com a peça. Mal
o artista terminou, o senhor, que escutava encantado, disse-lhe que era uma
espécie de «caça-talentos», e que procurava um violinista. Também lhe perguntou
se estava interessado em ser esse violinista. Joel respondeu de imediato
que sim, sem pensar duas vezes. O senhor agradeceu e deu o cartão da sua
agência de talentos ao rapaz, e pediu-lhe para mais tarde o contactar.
Mal Joel chegou a casa, contou as novidades aos pais, e
estes ficaram boquiabertos e abraçaram-se entre si.
Texto sujeito a ligeiras alterações
Um sonho
Era uma vez, num belíssimo dia de
Primavera, duas raparigas chamadas Joana e Rita, ambas alunas do colégio
interno de Santa Clara.
Saíram à hora do almoço, e foram a um
bar perto do colégio. Quando lá entraram, viram que estava toda a gente
enfeitiçada. Assustaram-se… ainda tentaram sair a correr, mas a porta
fechou-se. Não sabiam o que fazer…
Olharam uma para a outra. Ainda
tentaram falar, mas não conseguiram, pois o feiticeiro, o Peter Wilson, as amarrara
numa corda, e com um pano à volta da boca de cada uma.
Estavam agora em pleno Mundo ao Contrário:
as pessoas andavam como se estivessem a fazer o pino, o céu estava no lugar da
Terra e a Terra no lugar do céu.
Sentiram-se presas, com necessidade de
falar, mas não podiam. Tentaram-se libertar da corda, mas não conseguiram.
Quando, finalmente, a Joana deu por si
com um xis ato na mão, rasgou a corda e conseguiram libertar-se, sem que
ninguém desse por nada.
Viram uma passagem ao longe… olharam
uma para a outra e foram a correr.
Quando passaram por ela, deram por si
na sua cama, do dormitório do colégio, ou seja, no mundo normal.
- Isto foi um sonho ou foi mesmo real?
- perguntou a Rita.
- Não sei, estou cansada, vou dormir,
penso nisso amanhã – disse, esgotada, a Joana.
No
dia seguinte, tiveram ambas uma conversa longa, mas ambas concluíram que o
episódio tinha sido um sonho.
Texto sujeito a ligeiras alterações
Uma aventura inesperada
Olhei pela janela. Estava a chover: Ouvia música na rádio
enquanto estudava. Era um daqueles dias em que não me apetecia fazer nada! Os
meus pais tinham saído, e eu tinha ficado sozinha em casa com o meu irmão.
Claro que cada um foi para o seu quarto para não haver confusão.
Passado algum tempo, e já farta de estar enfiada no
quarto a estudar, fui lá fora. De repente, vi uma luz muito forte ao longe.
Ouvi uma voz, suave e calma, a chamar pelo meu nome. Arrastada pela
curiosidade, fui ao encontro da luz. Era uma espécie de portal para outra
dimensão.
-Fixe!- Pensei eu.
E, sem pensar em mais nada, entrei. Era um mundo
completamente diferente, cheio de alegria, onde toda a gente ria e cantava.
Viam-se crianças a dançar e adultos a rirem altíssimo! Mas, no meio daquela
alegria, havia um rapaz que não estava nada feliz…
Fui ao encontro dele e conversámos durante algum tempo.
Ele contou-me que tinha perdido a alegria quando se tinha zangado com o seu
melhor amigo, havia muito tempo. Ficámos logo amigos e eu comprometi-me a
ajudá-lo.
Fomos a casa do tal rapaz. Tínhamos andado imenso para lá
chegar (e eu que não gosto nada de caminhadas). Valeu a pena, porque consegui
convencê-los a fazerem as pazes. Ficámos em casa dele e a falar e a brincar:
gostei muito da companhia e criámos, naquele dia, uma amizade inseparável.
De repente, ouvi uma voz e acordei. Estaria a sonhar ou
será que tinha vivido mesmo aquela aventura? Isso não sei, mas sei que me
diverti muito.
Jéssica
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
Desafio interessante N.º5
Para os meus alunos, que tanto gostam de aventuras, deixo aqui mais um desafio interessante. Para conhecer o regulamento do concurso, cliquem aqui.
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
Uma história de outono
O outono
é uma das estações do ano. É uma estação lindíssima. Algumas árvores, no
outono, parecem fogueiras, pintadas meticulosamente numa paisagem cheia de
cores. Outras parecem grandes corações vermelhos, outras ficam da cor do sol e
outras ainda ficam de muitas cores, formando bosques que parecem saídos de
contos de fadas.
Foi num
destes bosques que uma história de lealdade aconteceu.
Era uma
vez um caçador que todos os domingos ia à caça. Num domingo de outubro, foi à
caça com os seus cães, o Pantufa e o Fiel.
Depois
de uma longa manhã de fracasso, o caçador, o Pantufa e o Fiel estavam exaustos.
De repente, uma família de veados passou a correr e, de um momento para o outro,
todos ganharam uma súbita energia. Apressado, o caçador mandou os cães atrás
deles, pegou na sua arma e tentou prepará-la, mas foi tarde de mais. Chamou,
então, os cães de volta. Ao contrário do Pantufa, o Fiel obedeceu. Apesar de ter
chamado e procurado o Pantufa, durante mais de meia hora, ele não apareceu e, então, o
caçador voltou para casa, pensando que este se tinha perdido. Mas não. Ele não
se perdera. Enquanto que o caçador o chamava e o procurava, ele continuava
atrás dos veados. Ia a correr com tanta velocidade, que nem reparou na armadilha
deixada por outros caçadores e ficou preso, partindo a pata.
Uma
família que estava a acampar no mesmo bosque ouviu os
ganidos, mas não ligaram. A menina mais nova da família continuou a ouvir os
ganidos e foi ver qual era a fonte destes. Viu o Pantufa e foi chamar o pai. O Pantufa
estava cheio de sangue e decidiram soltá-lo e levá-lo para a sua casa. Trataram
dele e deram-lhe comida, casa, água, tudo. Passado algum tempo, recuperou e ficou “novo em folha”.
Apesar de tudo, o cãozinho não estava feliz. Então, fugiu. Procurou e andou,
até que encontrou a sua casa. O reencontro foi um momento muito feliz. O
Pantufa lambeu o dono, até este ficar cheio de baba, de tanta alegria.
Tudo
voltou ao normal e, no domingo seguinte, foram à caça.
Matilde, 7º B
Texto sujeito a ligeiras alterações
«Por amor à música...», ou a história de Romeu e Julieta revista e atualizada pela Sofia
Numa aldeia italiana desenrolou-se uma história que prova o que é o verdadeiro amor e a paixão pela música.
Julieta, filha dos Capuletos, era uma jovem elegante, que tinha olhos azuis.
Romeu era o filho mais velho do senhor Montecchio. Tinha os olhos castanhos escuros e era um rapaz esbelto. A sua profissão consistia em vender as pizzas que o pai fazia.
Um dia Julieta chegou a casa e deparou-se com um frigorífico enooooooooooorme, mas vazio! Então, decidiu encomendar uma pizza ao senhor Montecchio.
Quando Romeu tocou à campainha, apareceu Julieta, atrapalhada, explicando-lhe que sua mãe se dirigira ao multibanco mais próximo para levantar dinheiro.
Enquanto esperavam pela senhora Capuleto, falavam sobre os mais diversos assuntos: tempo, passatempos, interesses,... Depois de muito falarem, descobriram que tinham a mesma paixão: a música. Contudo, ambas as famílias sofriam de problemas financeiros, pelo que não podiam enviar os seus filhos para a escola de artes.
No fim de semana seguinte, encontraram-se à beira-mar, a fim de cantarem um dueto. Mal se ouviu a primeira nota, os seus corações bateram fortemente, devido ao amor que os tomou. Pela mesma rua, passou o dono da A.N.T. Farm, a escola de talentos dos seus sonhos. Este gostou muito do que ouviu, e, como dois dos seus artistas estavam afónicos, disse-lhes que teriam a oportunidade de frequentar a A.N.T. Farm. Após apresentarem os seus problemas, Zolten ofereceu-se para pagar os custos. Hoje em dia, ouvimos músicas que Romeu e Julieta compuseram ao longo da sua maravilhosa e longa carreira.
Sofia, 7ºB
Texto sujeito a ligeiras alterações
Uma mudança
Estava na praia com o meu melhor amigo. Estávamos a sair
do mar, tínhamos apanhado umas belas ondas, pois acordámos muito cedo para ir
para lá.
Quando estávamos a caminho da nossa casa de praia, eu
preparava-me para contar ao Diogo, o meu melhor amigo, que, no dia seguinte,
eu teria de ir para a Universidade, pois as férias estavam quase a acabar e a
minha avó vinha buscar-me.
Chegámos a casa. Estava lá o meu avô, no seu armazém
pequenino, na garagem. Estava a pintar e a arranjar pranchas, pois era o
trabalho dele e do Diogo. De repente, batem à porta, O Diogo abriu e era a minha
avó. Ele ficou muito surpreendido: afinal, ele não sabia o que ela estava lá
a fazer. Ela era da cidade e nós das ilhas das Canárias. Ele não sabia bem onde
ela morava, mas sabia que era de longe.
-Avó , vieste mais cedo?- perguntei eu .
Ela entrou e perguntou:
-Preferi vir mais cedo. Espero que não te importes. Tens
as malas prontas?
-Desculpem interromper, mas... vocês estão a falar de
quê?- perguntou ele com um ar estranho. Ninguém disse nada.
-Madalena, preciso de falar contigo. - disse o meu avô à
minha avó.
Ela disse:
-Está bem, mas tem de ser rápido.
Enquanto isso, eu fui falar com o Diogo,
-O que se passa?- perguntou ele.
-Eu ainda não te tinha contado, mas era suposto eu ir
amanhã para a cidade. A minha avó adiantou-se, veio hoje e eu não queria ir,
mas acho que vai ter de ser ….
-Podias ter-me dito mais cedo. Mas tu sempre
vais?- perguntou.
-Desculpa, mas vou ter que ir. Olha, eu vou só aproveitar
as últimas ondas - disse-lhe eu.
Naquele instante, peguei na prancha e fui. O céu começou a ficar encoberto, mas eu ignorei. Veio uma onda gigante e eu caí. Quase me
afoguei. O Diogo foi o mais rápido possível com a sua mota de água e conseguiu
salvar-me.
Fiquei-lhe eternamente agradecida. Falei com a minha avó
e disse ao meu avô que o meu destino era ali.
Sérgia, 7ºB
Texto sujeito a ligeiras alterações
A história de David e Golias recontada pelo Gonçalo
Os filisteus vieram lutar contra Israel. Os
três irmãos mais velhos de David estavam no exército de Saul.
Chegando ao acampamento do exército, David
correu até à linha de batalha para procurar seus irmãos. O gigante filisteu
apareceu para zombar dos israelitas, e disse:
-Escolham um homem para lutar comigo. Se
vencer e me matar, seremos seus escravos, mas se eu vencer e o matar, vocês
serão nossos escravos. Desafio-os a escolherem alguém para lutar comigo.
David perguntou:
- O que ganhará o homem que matar o filisteu
e livrar Israel da vergonha?
Os soldados disseram:
- Saul dará ao homem muitas riquezas e a sua
filha em casamento.
Todos os israelitas estavam com medo de
Golias. Este tinha cerca de três metros de altura. Alguns soldados foram contar
ao rei que David queria lutar contra Golias, mas o rei respondeu que David não
podia lutar contra ele, porque Golias tinha sido soldado a vida inteira e David
era apenas um rapaz.
O Rei acabou por deixá-lo ir.
Mais tarde, David desceu a um riacho para
apanhar cinco pedras lisas, que pôs na sua bolsa. Pegou na funda e foi ao
encontro do gigante.
Quando Golias viu David, quase não acreditou,
pensando que era fácil matá-lo.
De seguida, David correu para Golias, tirou
uma pedra da sua bolsa, colocou-a na funda e atirou-a com toda a força. A pedra
atingiu Golias na cabeça, e ele caiu morto. Vendo os filisteus que seu campeão
havia caído, todos fugiram. Os israelitas correram atrás deles, vencendo a
batalha.
Gonçalo, 7ºB
Texto sujeito a ligeiras
alterações
Subscrever:
Mensagens (Atom)