Tinha
perdido tudo. Estava sozinho, dependente de mim. Tinha fome, frio e estava
farto daquilo tudo. Estava farto da guerra, da morte, da destruição. Estava
farto dos gritos, do choro, da tristeza,…
Encontrei
uma casa, já toda destruída pelas bombas. Procurei algo para comer e encontrei
uma lata de pepinos.
Tentava
abrir a lata, no meio do desespero em que me encontrava, quando olhei em frente
e vi um homem alto de uniforme… Era um alemão. Pensei que ia morrer nesse
momento, mas não. Ele perguntou-me quem eu era e o que fazia ali. Disse-lhe que
era um pianista judeu. Então, ele dirigiu-se a uma sala onde havia um piano e
pediu-me para tocar. Ficou tão emocionado que, até acabar a guerra,
me ajudou levando-me alimentos.
Esta ação
demonstra que no meio de uma guerra não há “só bons” nem “só maus”. Apenas
mostra que cada um tem o seu coração.
Jéssica
(texto editado)