19 de abril de 1943
Já estamos preparados. As armas já estão prontas, o
plano já foi revisto. É hoje o dia em que nós, judeus, vamos oferecer
resistência.
Os alemães tinham chegado ao muro, era hora de
atacar. Atacámos de surpresa, com tiros e granadas, mas todos eles vinham
armados. Matámos os primeiros, mas logo chegaram os reforços. Explodiram três
edifícios e o muro do ghetto. Ainda atacámos, oferecendo grande resistência,
mas eles eram mais fortes. Após umas horas, decidi fugir.
De longe, observava os meus companheiros em sofrimento.
Um verdadeiro inferno de chamas cercava o ghetto onde eles ardiam. A
dado momento, um deles saltou em chamas, aterrando violentamente no chão. Poucos
sobreviveram. No dia seguinte, os alemães voltaram e procuraram os restantes.
Obrigaram-nos a fazer uma fila contra a parede e mataram todos de uma só vez. O
ghetto estava destruído, assim como os judeus que ofereceram resistência.
Fugi e fui, mais tarde, encontrado pelos russos, no
final da Guerra. Apesar de muitos terem morrido, fico feliz por ter
sobrevivido.
Frederico
(texto editado; de acordo com o filme, o protagonista não participou na resistência)