sexta-feira, 28 de março de 2014

O Frederico viu, em "O pianista", um filme de ação


19 de abril de 1943

 

                Já estamos preparados. As armas já estão prontas, o plano já foi revisto. É hoje o dia em que nós, judeus, vamos oferecer resistência.

                Os alemães tinham chegado ao muro, era hora de atacar. Atacámos de surpresa, com tiros e granadas, mas todos eles vinham armados. Matámos os primeiros, mas logo chegaram os reforços. Explodiram três edifícios e o muro do ghetto. Ainda atacámos, oferecendo grande resistência, mas eles eram mais fortes. Após umas horas, decidi fugir.

                De longe, observava os meus companheiros em sofrimento. Um verdadeiro inferno de chamas cercava o ghetto onde eles ardiam. A dado momento, um deles saltou em chamas, aterrando violentamente no chão. Poucos sobreviveram. No dia seguinte, os alemães voltaram e procuraram os restantes. Obrigaram-nos a fazer uma fila contra a parede e mataram todos de uma só vez. O ghetto estava destruído, assim como os judeus que ofereceram resistência.

                Fugi e fui, mais tarde, encontrado pelos russos, no final da Guerra. Apesar de muitos terem morrido, fico feliz por ter sobrevivido.

 
Frederico
(texto editado; de acordo com o filme, o protagonista não participou na resistência)

As dificuldades por que "O pianista" passou, segundo a Laura

Szpilman era pianista e vivia em Varsóvia. Ele foi um dos judeus que sobreviveram às perseguições nazis, durante a segunda guerra mundial, ao conseguir fugir do gueto de Varsóvia, com a ajuda de amigos, escapando assim aos campos de concentração.
Depois da sua fuga, foi vivendo pela cidade bombardeada, passando muita fome. Quando o apartamento onde vivia foi destruído, entrou num edifício, à procura de comida, e encontrou uma lata de conservas. A certa altura olhou para trás e viu um general alemão: tinha sido seguido. Assustou-se e deixou cair a lata.
O general perguntou-lhe quem ele era, o que ali estava a fazer e qual era a sua profissão. O judeu respondeu-lhe, aterrorizado, que era pianista. Desconfiado, o general levou-o até um piano e mandou-o tocar.
O pianista tocou uma linda música e, quando terminou, o general, emocionado, foi-se embora sem o denunciar, acreditando nas palavras dele.
A partir desse dia, o general passou a levar-lhe mantimentos.
No final da guerra, o general foi preso e o pianista regressou à sua vida anterior.

Laura (texto editado)

O que o Simão viu de "O pianista"


Chamo-me Wladyslaw Szpilman, sou um pianista judeu e trabalho na famosa rádio polaca de Varsóvia. Já passei por muito na altura da Guerra Mundial, quando era perseguido. Vou contar-vos um episódio que se passou comigo.
Quando os alemães já tinham exterminado todos os judeus na Polónia, eu continuava escondido no hospital. Decidi ir ao quartel dos alemães para ver se havia algo para comer. Quando cheguei lá, vi um piano e comecei a tocar até que, quando dei por ela, tinha um alemão a ouvir-me. Nessa altura pensei que me ia matar, mas, pelo contrário, ajudou-me, deu-me comida e ainda um abre-latas.
Os dias foram-se passando e ele dizia-me para ficar mais tempo escondido no sótão, afirmando que me vinha trazer comida, e assim sucedeu. Passadas as duas semanas, a guerra tinha acabado e eu consegui sobreviver. 
 
Simão
(texto editado; conteúdo não totalmente compatível com o filme)

O que mais impressionou a Ana Filipa, em "O pianista"


            Wladyslaw Szpilman era um pianista muito famoso que trabalhavam na rádio polaca. Vivia com a sua família: pais, irmãs e irmão, em Varsóvia.

            Por ser judeu, foi obrigado a ir para uma cidade onde só podiam morar judeus e estava separada do resto da cidade por um muro: o gueto.

            Os momentos que me impressionaram mais foram quando os guardas alemães trataram mal os judeus, obrigando-os a trabalhar, e quando os matavam,por não precisarem mais deles.

            Também fiquei impressionada quando os guardas alemães destruíram o muro e mataram os judeus que estavam para lá do muro.

            Mas, no final, o pianista voltou a Varsóvia e voltou a ser um grande pianista, embora a sua família e algums amigos tivessem morrido.

Ana Filipa

O Artur narra "O pianista" na 1ª pessoa


Eu estava escondido num prédio e, de repente, ouvi o bater da porta. Levantei-me em sobressalto e apercebi-me de que se tratava da senhoria, que vinha pedir-me a renda. Consegui reunir todos os meus bens num saco antes de abrir lentamente a porta. Em suspenso, ela descobriu que eu era judeu e ameaçou delatar-me. Consegui então fugir e, ao chegar à rua, meti a mão no bolso, de onde retirei um pequeno papel com uma morada de um senhor conhecido que me iria ajudar na fuga.

Já no segundo esconderijo, em frente a um hospital militar alemão, fui ajudado por um casal, para onde a morada me conduziu. Foi aí que, quando o casal estava de partida, eu adoeci e quase morri de icterícia e desnutrição. A muito custo, consegui fugir e fui para um hospital em ruínas, onde, cozinhando, consegui sobreviver.

Mais tarde, em agosto de 1944, a resistência polaca montou a Revolta de Varsóvia contra a ocupação alemã. Por todo o lado, os lança chamas incendiaram tudo o que restava. Foi aqui que eu, novamente, me vi perto da morte. Na minha fuga, sozinho, tentei fugir saltando um muro, torcendo o pé, ficando magoado de tal forma, que mal conseguia andar. Procurava desesperadamente comida, até que encontrei uma lata de “cornichons”, a qual tentei abrir de qualquer maneira. Fui descoberto pelo Capitão Wilm Hosenfeld, que me interrogou e que descobriu que sou pianista. Ao saber disto, conduziu-me para uma sala onde me pediu que tocasse algo num piano que sobreviveu aos ataques. Toquei então uma música de Chopin. Surpreendido, o capitão deixou-me habitar no sótão de um prédio, onde me forneceu regularmente alguma comida, salvando-me a vida.

Duas semanas após, as forças alemãs evacuaram Varsóvia. Numa conversa amigável, o capitão prometeu ouvir-me na Rádio de Varsóvia. Ofereceu-me o seu casaco para que eu me mantivesse quente, o que mais tarde me colocou numa posição delicada, quando os soldados polacos me confundiram com um oficial alemão. Após uma troca de palavras, consegui convencê-los de que sou polaco.

Num grupo de prisioneiros de um campo de concentração, estava Hosenfeld, o qual pediu a um ex-prisioneiro, que estava de passagem, violinista e meu conhecido, para o ajudar a libertar-se.

De volta ao local, já nada conseguimos fazer, pois já lá não estava ninguém.

Voltei agora a tocar na Rádio de Varsóvia.

O meu amigo Hosenfeld tinha acabado por falecer em 1952 num campo de prisioneiros da KGB, sendo honrado postumamente por me ter salvo.

Em Varsóvia, vou tocar agora para uma plateia que me aplaudirá de pé.

Artur
(Texto editado; conteúdo não totalmente coincidente com o filme)

Quando a Sofia viu "O pianista"...

... escreveu isto:

O filme"O Pianista" relata a vida de Wadyslaw Szpilman, um judeu que sobreviveu à Segunda Guerra Mundial. Nesta guerra, os nazis perseguiam e matavam os judeus. É ainda de referir que, no final, os russos libertaram a Polónia.
O momento de que eu mais gostei aconteceu antes da chegada dos russos. Nele, foi provado que, apesar de as ações dos nazis não serem corretas, havia quem tivesse bom coração. Isto é, embora o general fosse nazi, não assassinou o pianista, que era judeu. Na minha opinião, foi devido ao facto de Wadyslaw ter tocado piano que o coração do general acordou e começou a viver. Além de o manter escondido, deu- lhe comida e o seu casaco.
Esta situação é, de certa forma, uma lição moral do filme. Significa que nem todos aqueles cujo grupo é "mau" também tenham de ser "maus". Também me ensinou a acreditar que todos temos um coração, mesmo aqueles em que está escondido.
 
Sofia
(texto editado)

quarta-feira, 26 de março de 2014

"O pianista", de acordo com a Teresa


O que mais me impressionou neste filme foi a parte em que o chefe do exército ajudou o pianista, que era judeu, dando-lhe comida e um casaco para o frio.
Nesta parte do filme é possível ver que nem todos são maus. Ele conseguiu sobreviver sozinho, sem nada, a uma guerra contra os russos, e sem essa ajuda do militar, teria certamente morrido à fome e ao frio.
Outra parte que me impressionou foi quando ele ficou doente, sem nada para comer nem para beber, no apartamento onde estava escondido. Foi chamado um médico amigo que o salvou (por muito que eu achasse que ele ia morrer). Ficou com várias infeções, mas conseguiu salvar-se.
O pianista chamava-se Spilzman e, no fim da II Guerra Mundial, tornou-se um grande pianista, até morrer, em 2000, com oitenta e oito anos e só se sabe que o soldado se chamava Wilm Hosenfeld morreu num campo de concentração russo.
Ana Teresa
(texto editado)