terça-feira, 11 de março de 2014

"O pianista": a apreciação da Ana Sofia


O episódio do filme de que eu mais gostei foi quando o pianista consegue livrar-se de ir com os outros judeus para os campos de concentração, por isso é obrigado a refugiar-se em vários prédios abandonados pela cidade, para conseguir sobreviver, até que a guerra acabe.
 Mas ele acaba por ser descoberto por um oficial alemão que conversa com ele e  lhe pergunta a profissão. Szpilman respondeu que era pianista, por isso o alemão pediu-lhe para tocar no piano que havia naquele prédio abandonado. Ele ficou impressionado com o talento do pianista, e depois daquele dia, o alemão, sempre que pudesse, ajudava-o, levando-lhe comida e até o seu casaco, para se agasalhar. Mas, quando a guerra acabou, alguns dos alemães (entre eles o que o ajudou) foram presos pelas forças aliadas e o oficial é morto. O pianista ainda o procurou para lhe agradecer o que tinha feito mas não o chega a encontrar.
Ana Sofia
(Texto editado)

"O pianista", de acordo com a Íris


O início do pesadelo

Era o dia 1 de setembro de 1939. Tocava eu piano na estação de rádio, quando, de repente, ouço um estrondo. Continuo a tocar: não quero parar enquanto não acabar, pois acho que é um desrespeito perante os ouvintes. Até que a rádio também é bombardeada.
Saio e, no meio da confusão, chego a casa. Encontro a minha família a fazer as malas. Entretanto, o meu irmão está a tentar sintonizar uma estação de rádio, para saber o que se passava. Até que ouvimos que a França e a Inglaterra declararam guerra à Alemanha. Aí, ficámos contentes e festejámos com um manjar.
A  nossa vida começa a ter algumas alterações, como, por exemplo  deixámos de poder frequentar alguns cafés, não podíamos ir ao parque, nem andar no passeio, e obrigaram-nos a usar uma faixa branca no braço com a estrela de David.
A minha mãe chorava todas as noites, pois não tinha dinheiro para nos dar de comer.
O futuro parecia negro!


Íris
(Texto editado. Imagem retirada de http://artecinemaarte.blogspot.pt/2013/08/os-5-melhores-filmes-de-roman-polanski.html)

sábado, 8 de março de 2014

"O pianista", na versão da Matilde




        Chamo-me Wadyslaw Szpliman e vou contar-vos uma história que se passou comigo durante a II Guerra Mundial.
        Eu sou judeu e naquela altura ser judeu não era fácil. Os alemães nazis tentaram exterminar-nos e tinha de estar constantemente a fugir e a esconder-me.
        Durante uma das minhas fugas, já quando os russos estavam quase atacar os nazis, escondi-me numa casa à procura de comida e abrigo. Na cozinha encontrei uma lata de pepinos em conserva e fui para a sala, onde encontrei uma ferramenta da lareira, com a qual tentei abrir a lata. Não tinha notado a presença de ninguém, mas um nazi encontrava-se na sala comigo. Perguntou-me se conseguia perceber o que dizia, ou seja, se percebia alemão, o que estava ali a fazer e qual era a minha profissão. Respondi-lhe que percebia o que dizia, que estava a tentar abrir a lata e que era pianista.



 Na sala ao lado havia um piano. Então, o alemão disse para eu tocar. Pousei a lata de pepinos em cima do piano e sentei-me numa cadeira que estava ao lado. Tinha as mãos tão frias e já não tocava há tanto tempo que foi um pouco difícil começar a tocar, mas depois de começar simplesmente deixei-me levar. Não me lembro se ele se foi embora enquanto tocava ou se ainda continuava lá quando acabei.
        Os alemães mudaram-se para aquela casa e eu escondi-me no sótão. O nazi que me estava a ajudar levava-me comida e bebida e, uma vez, levou-me um abridor de latas com o qual abri a minha querida lata de pepinos.
        Quando os alemães se foram finalmente embora, o nazi, que já podia considerar como amigo, veio despedir-se de mim. Eu estava cheio de cobertores e panos para combater o frio. Então, como viu o meu desconforto, ele  deu-me o seu casaco. Perguntei se ele tinha algum para si e respondeu-me que tinha um ainda mais quente.
        Fiquei eternamente grato àquele nazi diferente de todos os outros. Tive pena de nunca ter sabido o seu nome.

 Matilde
(Texto editado; imagem recolhida em http://www.taringa.net/posts/apuntes-y-monografias/13641977/El-Pianista.html)

quinta-feira, 6 de março de 2014

"O pianista", segundo o João Paulo


Chamo-me Wladyslaw Szpilman e sou um pianista polaco. Sobrevivi à exterminação dos judeus por parte da Alemanha nazi com a ajuda de vários amigos e de um comandante alemão, que também era judeu. Foi esse episódio que vou relatar.

Em 1944 ou 1945, já não me recordo bem, estava a tentar esconder-me dos alemães no sótão de um prédio. Tinha uma lata de pepinos para comer, mas, ao tentar abri-la, deixei-a cair ao chão e um comandante alemão descobriu-me. Fez-me perguntas sobre quem era e do que vivia. Disse-lhe que era judeu e que era pianista. Ele levou-me para a sala ao lado, onde havia um piano, e pediu-me para tocar.

Poucos dias depois, o edifício onde estava escondido tornou-se alemão, e o comandante vinha-me trazer comida ao sótão. No dia em que iam abandonar o prédio por causa dos russos perguntou o meu nome, pois poderia ouvir falar de mim. Deixou-me também com o seu casaco para me aquecer.

Quando os russos me viram com um casaco alemão tentaram matar-me, mas expliquei-lhes quem era. Aquando da libertação do meu amigo Jurek dos campos de concentração, ele disse aos alemães que lhe tinham tirado tudo e que era músico. O comandante que me ajudou pediu-lhe para me dizer (se me conhecesse) que ele estava lá, mas quando cheguei já ninguém lá estava. O seu nome era Wilm Hosenfeld e tinha morrido numa prisão soviética, em 1952.


(Texto editado. Imagem retirada de http://www.bach-cantatas.com/Pic-Bio-BIG/Szpilman-Wladyslaw-02[1946].jpg)

Avaliação da exposição oral



  • Planificação
O aluno fez um guião apropriado para os seus ouvintes, tendo em conta o tempo disponível.
  • Tema/sequência do guião
O guião é claro e organizado e há um equilíbrio entre a introdução, o desenvolvimento e a conclusão.
  • Coesão e coerência
O apresentador fala de forma coerente, recorrendo a conetores, e usa um registo de língua adequado (embora menos exigente do que na expressão escrita), assim como um vocabulário variado.
  • Tom de voz/ritmo/entoação
O tom de voz é audível, o ritmo é apropriado e a entoação é variada.
  • Postura/gestos/contacto visual


O orador (isto é, aquele que fala) posiciona-se de frente para os seus colegas e estabelece contacto visual. Pode circular pela sala, mostrar imagens ou objetos e gesticular, quando tal se justificar.






E nunca, mas mesmo nunca, jamais, em circunstância alguma ou sob que pretexto for... leiam.




(Imagem retirada de http://teachwithtech.global2.vic.edu.au/2014/02/28/show-tell/)

segunda-feira, 3 de março de 2014

Guião

Um guião de apresentação oral é simples e tem pontos em comum com a planificação de textos escritos. Ora reparem:


1. INTRODUÇÃO


  • apresentação do tema
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2. DESENVOLVIMENTO


  • tópico 1: ____________________________________________________________ 
  • tópico 2: ____________________________________________________________ 
  • tópico 3: ____________________________________________________________ 
  • tópico 4: ____________________________________________________________ 
  • tópico 5: ____________________________________________________________ 
 (...)






3. CONCLUSÃO


  • síntese
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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014