sábado, 11 de janeiro de 2014

Tiago, o herói!



Tudo isto começou numa floresta tropical deserta, onde, há 10 anos, um avião se despenhou. Todos os passageiros morreram, apenas sobreviveu uma criança chamada Tiago, com 5 anos.
Tiago sentia-se perdido, pois não conhecia nada. Começou por ver golfinhos, aves exóticas, macacos, entre outros animais. Sentia-se assustado, pois não sabia o que era aquilo, ou se lhe podiam fazer mal.
Começou por pedir ajuda, mas, como não havia humanos, ninguém o ouviu. Começou a ficar com sede. Deitou-se desesperado e pensou para si:
- Onde é que eu vou arranjar água?
Olhou para cima, viu uma palmeira com cocos e lembrou-se que a mãe lhe tinha dito que os cocos têm água. O seu instinto foi trepar à árvore, mas, mal começou, caiu logo. Um macaco que estava em cima da palmeira, ao ver o seu esforço, decidiu atirar-lhe com um. Ao ver que o coco tinha caído e achando que tinha sido ele, Tiago ficou todo contente, pensando que era muito forte, mas apercebendo-se de que não o era quando o tentou abrir.
Começou a habituar-se àquele ritmo. Todavia, ainda não tinha percebido como tinha ido lá parar.
 Começou a fazer amizades com os animais, conseguindo comunicar com eles.
   Passados 8 anos, Tiago já estava tão à vontade com aquele modo de vida, que viver com aqueles animais era normalíssimo.
   Certo dia, Tiago estava a descansar. De repente, ouviu um barulho assustador. Era um helicóptero com exploradores que andavam pelas florestas tropicais em busca de espécies desconhecidas, os quais, apercebendo-se da existência de uma vida humana, resolveram descer. O helicóptero aterrou mesmo perto de Tiago.
   Os exploradores, apercebendo-se da situação pela qual Tiago tinha passado, resolveram levá-lo para o meio dos humanos. Tiago não sabia falar, tinha comportamentos inadequados, tudo era excessivamente confuso.
Cada vez que saía à rua, embora sempre acompanhado, as pessoas tinham medo dele, pois tinha atitudes animalescas, gritava muito e tinha um andar estranho.
Até que um dia resolveu sair à rua sozinho, pois queria explorar tudo o que o rodeava. De repente, deparou-se com um assaltante que tinha entrado num banco fortemente armado. Como Tiago não sabia para que tudo aquilo servia, atirou-se para cima do assaltante, desarmando-o e agarrando-o com toda a sua força. Quando a polícia chegou, todas as pessoas envolvidas bateram muitas palmas a Tiago, gritando “É UM HERÓI, É UM HERÓI”
A partir daquele dia, Tiago passou a ter ajuda.
E rapidamente se adaptou à vida humana, nunca mais sendo esquecido como “TIAGO, O HERÓI”
Mariana
(Texto sujeito a ligeiras alterações)
 

           

 

           

 

Herói por um dia




Era uma vez um rapaz chamado Diogo que sonhava todos os dias em ser herói. Ele gostava de ler livros de heróis que salvavam o mundo de monstros estranhos e nunca vistos.
Então, certo dia, a professora do Diogo mandou fazer um trabalho: ler um livro à escolha. Aí, o rapaz decidiu ler um livro de banda desenhada onde se falava de heróis e heroínas que salvavam o mundo e muito mais…
Ao chegar a casa, deitou-se na sua cama fofinha. Começou a ler e nunca mais parou. Entusiasmado, o rapaz ficou a noite toda a ler e a ler… Cansado, acabou por adormecer num sono pesado e começou a sonhar com o mundo da fantasia onde tudo, mas mesmo tudo, era perfeito. Imaginou-se lá, vestido com um fato vermelho que dizia “Herói”. Orgulhoso de si mesmo, inspirou e disse:
- Estou aqui para ajudar todas as pessoas que precisam!
Mal acabou a sua frase, ouviu uma rapariga gritar.
- Aaaaaahhhh! - gritava a rapariga, muito aflita - Ajudem-me, um dinossauro persegue-me!
O rapaz, todo contente porque ia ter a sua primeira aventura, começou a correr e foi ajudar a rapariga. Saltou e colou-se à parede (“Não sei bem como”, pensou ele). Continuou correndo e correndo pelo prédio acima, e só descansaria quando lá chegasse.
Lá conseguiu chegar ao topo do prédio. Vendo a rapariga aflita, correu… e depois disso só se viu o dinossauro caído no chão, sem poder fazer nada. O rapaz ficou orgulhoso por ter conseguido salvar a rapariga, que entregou aos seus pais. A rapariga disse-lhe em voz baixinha:
- Chamo-me Catarina e tu és o meu herói. Obrigada.
Só lhe deu tempo para dizer cinco simples palavras
- De nada, tenho de ir.
E assim acordou do seu sono profundo, ficando muito feliz por ter conseguido realizar o seu sonho.



Maria João

domingo, 5 de janeiro de 2014

As minhas férias


Assim que as aulas terminaram senti-me muito feliz e pensei logo numa enormidade de coisas que iria fazer nas férias.
 
Consegui finalmente dormir até mais tarde e pôr de parte os horários escolares que, no dia a dia, tanto me aborreciam. Aproveitei para ir à praia, à piscina, andar de patins na ciclovia e ir ao cinema. Passei alguns dias com os meus primos no campo, onde tivemos oportunidade de ficar acordados até tarde a contar peripécias, histórias e anedotas. Como não tínhamos obrigações a cumprir, tivemos a possibilidade de ir pescar no rio e apanhar fruta fresca para que a minha tia fizesse os sumos naturais de que tanto gostamos.
Quando as férias estavam a acabar - infelizmente - eu e os meus pais combinámos fazer uma viagem até Reguengos de Monsaraz. Passados alguns dias, iniciámos a viagem e chegámos ao destino sem percalços. Descansámos numa pensão típica alentejana para, no dia seguinte, termos a energia necessária para visitar cada canto da vila. Os lugares que mais me fascinaram foram o lago artificial do Alqueva, que já foi o maior lago artificial do mundo e, atualmente, o é da Europa; e Monsaraz, uma pequena vila histórica limitada por uma muralha com um castelo, do qual se tinha uma visão quase completa do lago. Dentro de muralhas as casas estavam recuperadas e em algumas havia lojas de artesanato. Visitámos a igreja Matriz e almoçámos num simpático restaurante junto do castelo. Aproveitámos para experimentar a gastronomia alentejana, com deliciosos pratos de porco preto acompanhados por migas.
 
Foram as férias mais emocionantes e fantásticas que eu tive em toda a minha vida!
Artur
Texto sujeito a ligeiras alterações

O rapaz do tempo



Acordei de manhã com preguiça de ir para a escola e a primeira ideia que me veio à cabeça foi…

- Mãe, estou mal disposta… acho que tenho febre - disse eu.

- Vamos medir a febre - disse-me ela.

    Foi buscar o termómetro, mas fiquei atrapalhada! Como me fui esquecer desse pormenor? Nesse momento, lembrei-me de dizer à minha mãe que não tinha preparado a mochila, então pedi-lho… enquanto me fazia esse favor, aproveitei para aquecer o termómetro com o isqueiro que ela tinha deixado em cima da mesa da cozinha… Ela foi mais rápida do que eu pensava e, nisto, apanhou-me e obrigou-me a ir para a escola.

Cheguei à escola aborrecida e, na aula de Matemática, tudo me estava a correr mal. As contas de multiplicar pareciam as de dividir, as de somar pareciam de subtrair… estava tão mal disposta que acabei por me zangar com a minha melhor amiga, a Maria… fui comer sozinha, passei a tarde sozinha e cheguei a casa muito arreliada. Disse ”boa tarde” ao meu pai e ele, zangado por ter sabido o que tinha acontecido, disse:

- Boa tarde… vai para o teu quarto estudar!

Chorei tanto que desejei que aquele dia nunca tivesse acontecido e, nesse instante, de debaixo da minha cama, saiu uma formiga que, de repente, se transformou num rapaz alto e bem constituído. Não podia acreditar no que estava a acontecer. Estava a sentir-me mal e acabei por desmaiar. Acordei de manhã!

Era como se aquele dia nunca tivesse acontecido.

Acordei mal disposta, mas não fiz nada de mal! Fui tomar o pequeno-almoço, a minha mãe acompanhou-me e levou-me à escola.

A aula de matemática nunca tinha corrido melhor! Não confundi contas nenhumas! E eu e a Maria estávamos mesmo bem.

Cheguei a casa, e o meu pai disse:

- Boa tarde, filha!- E eu:

- Boa tarde, pai!- Dirigi-me para o quarto e apareceu o rapaz que salvou o meu dia e disse:

- Isto que te tenha servido de exemplo!

Deixei de o ver e fiz um sorriso pensativo… percebi a mensagem!

 
Francisca
Texto sujeito a ligeiras alterações

Super - «Animal»


                                                
      Era uma vez um homem chamado pela população por Super Animal, por ser um super herói que salvava animais que estavam em perigo de vida.
     Um dia, o Super Animal teve uma longa história. Ele começou por ir à savana, em África, numa visita num carro apropriado para lá andar. Quando lá chegou, foi investigar (dentro do seu carro, obviamente, devido ao perigo que corria no meio daqueles animais). Foi andando, andando e, de repente, encontrou um leão magoado. Ainda hesitou, mas saiu do carro, pegou na mala de primeiros socorros e, depois de muito esforço, conseguiu curar o leão. Continuou a sua visita e encontrou uma gazela com uma mordidela e tentou curá-la mas, de repente, apareceu uma hiena que andava à procura da sua presa, e que queria atacar o Super Animal. Logo de seguida, apareceu o leão que o Super Animal ajudara, que afastou a hiena. Logo, salvou o Super Animal, que fez um novo amigo. O Super Animal voltou, assim, para casa, com esta história para me contar.

Duarte
Texto sujeito a ligeiras alterações

 

 

A conquista de Strumburg, segundo o João Paulo

No tempo do Feudalismo, havia uma guerreira chamada Olga. Olga era búlgara, e vivia na cidade de Dubkee, governada por seu pai.
Certo dia, a cidade fora atacada pelas tropas da Ordem, originárias da cidade de Strumburg. Durante essa batalha, centenas de soldados foram mortos, dezenas de casas foram destruídas e o governador fora ferido, ao ponto de não ser capaz de governar a cidade. Olga tornou-se governadora da destruída Dubkee.
Olga tratou de ver como estavam as tropas. Apenas duas dúzias de arqueiros e de milícias restavam. A governadora decidiu reconstruir o seu exército com cidadãos da cidade.
Os edifícios foram reconstruídos, o exército foi recuperado e Olga estava pronta para partir com o seu exército para Sturmburg. Durante a longa caminhada pararam em Zlatograd, onde Olga comprou armaduras e armas mais eficazes. Todo o ouro foi gasto. Seria o tudo ou nada para Dubkee. Pararam também em Dobrov, uma das cidades mais próximas de Strumburg.
Finalmente, avistavam-se as muralhas de Strmburg. Estava na hora. Strumburg lançou os seus soldados, claramente mais fortes do que o exército de Olga. Mas Olga não iria cruzar os braços. Reuniu-se com o exército e usou a sua inteligência para delinear uma estratégia.
Os arqueiros – Olga também o era – ficariam atrás. De seguida, viria a segunda ordem de milícias, equipadas com armas para matar os espadachins de Strumburg. A primeira ordem de milícias possuía escudos contra as facas de arremesso e, como arma, um machado.
A estratégia de Olga  funcionou. Os soldados de Strumburg, aparentemente mais fortes, foram derrotados. Olga tinha conquistado uma das cidades mais poderosas da Ordem. Olga recuperou o seu exército e voltou para Dubkee, onde todos a receberam em festa. Mais tarde, uma estátua em sua honra foi construída.
 João Paulo

Um pequeno grande músico


Um pequeno rapaz, chamado Joel, era filho de uns pais muito pobres, mas que faziam de tudo para o bem-estar do filho.
Certo dia, Joel sentiu-se mal por saber que os pais trabalhavam até tarde e que ele não ajudava. Foi então que teve uma excelente ideia. Pegou no seu violino, comprado com as poupanças dos pais, e foi para a rua tocar.
Quando chegou à rua, tímido, com algum frio, abriu a sua caixa do violino, começando a tocar. Algumas pessoas passavam, dando dinheiro, outras limitavam-se a ouvir e algumas simplesmente ignoravam o rapaz.
Passada meia hora, o rapaz começava a perder aquele sorriso inicial. Começara a tremer com o frio, pois já estava a anoitecer. Foi então que decidiu tocar a última peça que tinha preparada, pensando «os meus pais vão ficar tão contentes com estes trocos».
A certa altura, um senhor, com bom aspeto, ao passar perto de Joel, pára, imóvel, e delicia-se com  a peça. Mal o artista terminou, o senhor, que escutava encantado, disse-lhe que era uma espécie de «caça-talentos», e que procurava um violinista. Também lhe perguntou se estava interessado em ser esse violinista. Joel respondeu de imediato que sim, sem pensar duas vezes. O senhor agradeceu e deu o cartão da sua agência de talentos ao rapaz, e pediu-lhe para mais tarde o contactar.
Mal Joel chegou a casa, contou as novidades aos pais, e estes ficaram boquiabertos e abraçaram-se entre si.

 
Maria Inês M

Texto sujeito a ligeiras alterações