domingo, 5 de janeiro de 2014

Um sonho

                                           
         Era uma vez, num belíssimo dia de Primavera, duas raparigas chamadas Joana e Rita, ambas alunas do colégio interno de Santa Clara.
         Saíram à hora do almoço, e foram a um bar perto do colégio. Quando lá entraram, viram que estava toda a gente enfeitiçada. Assustaram-se… ainda tentaram sair a correr, mas a porta fechou-se. Não sabiam o que fazer…
         Olharam uma para a outra. Ainda tentaram falar, mas não conseguiram, pois o feiticeiro, o Peter Wilson, as amarrara numa corda, e com um pano à volta da boca de cada uma.
         Estavam agora em pleno Mundo ao Contrário: as pessoas andavam como se estivessem a fazer o pino, o céu estava no lugar da Terra e a Terra no lugar do céu.
         Sentiram-se presas, com necessidade de falar, mas não podiam. Tentaram-se libertar da corda, mas não conseguiram.     
         Quando, finalmente, a Joana deu por si com um xis ato na mão, rasgou a corda e conseguiram libertar-se, sem que ninguém desse por nada.
         Viram uma passagem ao longe… olharam uma para a outra e foram a correr.
         Quando passaram por ela, deram por si na sua cama, do dormitório do colégio, ou seja, no mundo normal.
         - Isto foi um sonho ou foi mesmo real? - perguntou a Rita.
         - Não sei, estou cansada, vou dormir, penso nisso amanhã – disse, esgotada, a Joana.
No dia seguinte, tiveram ambas uma conversa longa, mas ambas concluíram que o episódio tinha sido um sonho.

        

 
Inês V
Texto sujeito a ligeiras alterações

Uma aventura inesperada



Olhei pela janela. Estava a chover: Ouvia música na rádio enquanto estudava. Era um daqueles dias em que não me apetecia fazer nada! Os meus pais tinham saído, e eu tinha ficado sozinha em casa com o meu irmão. Claro que cada um foi para o seu quarto para não haver confusão.
Passado algum tempo, e já farta de estar enfiada no quarto a estudar, fui lá fora. De repente, vi uma luz muito forte ao longe. Ouvi uma voz, suave e calma, a chamar pelo meu nome. Arrastada pela curiosidade, fui ao encontro da luz. Era uma espécie de portal para outra dimensão.
-Fixe!- Pensei eu.
E, sem pensar em mais nada, entrei. Era um mundo completamente diferente, cheio de alegria, onde toda a gente ria e cantava. Viam-se crianças a dançar e adultos a rirem altíssimo! Mas, no meio daquela alegria, havia um rapaz que não estava nada feliz…
Fui ao encontro dele e conversámos durante algum tempo. Ele contou-me que tinha perdido a alegria quando se tinha zangado com o seu melhor amigo, havia muito tempo. Ficámos logo amigos e eu comprometi-me a ajudá-lo.

Fomos a casa do tal rapaz. Tínhamos andado imenso para lá chegar (e eu que não gosto nada de caminhadas). Valeu a pena, porque consegui convencê-los a fazerem as pazes. Ficámos em casa dele e a falar e a brincar: gostei muito da companhia e criámos, naquele dia, uma amizade inseparável.

De repente, ouvi uma voz e acordei. Estaria a sonhar ou será que tinha vivido mesmo aquela aventura? Isso não sei, mas sei que me diverti muito.
Jéssica

 

 

 

 

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Desafio interessante N.º5


Para os meus alunos, que tanto gostam de aventuras, deixo aqui mais um desafio interessante. Para conhecer o regulamento do concurso, cliquem aqui.

 

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Uma história de outono

                O outono é uma das estações do ano. É uma estação lindíssima. Algumas árvores, no outono, parecem fogueiras, pintadas meticulosamente numa paisagem cheia de cores. Outras parecem grandes corações vermelhos, outras ficam da cor do sol e outras ainda ficam de muitas cores, formando bosques que parecem saídos de contos de fadas.
                Foi num destes bosques que uma história de lealdade aconteceu.
                Era uma vez um caçador que todos os domingos ia à caça. Num domingo de outubro, foi à caça com os seus cães, o Pantufa e o Fiel.
                Depois de uma longa manhã de fracasso, o caçador, o Pantufa e o Fiel estavam exaustos. De repente, uma família de veados passou a correr e, de um momento para o outro, todos ganharam uma súbita energia. Apressado, o caçador mandou os cães atrás deles, pegou na sua arma e tentou prepará-la, mas foi tarde de mais. Chamou, então, os cães de volta. Ao contrário do Pantufa, o Fiel obedeceu. Apesar de ter chamado e procurado o Pantufa, durante mais de meia hora, ele não apareceu e, então, o caçador voltou para casa, pensando que este se tinha perdido. Mas não. Ele não se perdera. Enquanto que o caçador o chamava e o procurava, ele continuava atrás dos veados. Ia a correr com tanta velocidade, que nem reparou na armadilha deixada por outros caçadores e ficou preso, partindo a pata.
                Uma família que estava a acampar no mesmo bosque ouviu os ganidos, mas não ligaram. A menina mais nova da família continuou a ouvir os ganidos e foi ver qual era a fonte destes. Viu o Pantufa e foi chamar o pai. O Pantufa estava cheio de sangue e decidiram soltá-lo e levá-lo para a sua casa. Trataram dele e deram-lhe comida, casa, água, tudo. Passado algum tempo, recuperou e ficou “novo em folha”. Apesar de tudo, o cãozinho não estava feliz. Então, fugiu. Procurou e andou, até que encontrou a sua casa. O reencontro foi um momento muito feliz. O Pantufa lambeu o dono, até este ficar cheio de baba, de tanta alegria.
                Tudo voltou ao normal e, no domingo seguinte, foram à caça.

Matilde, 7º B
Texto sujeito a ligeiras alterações

«Por amor à música...», ou a história de Romeu e Julieta revista e atualizada pela Sofia


          Numa aldeia italiana desenrolou-se uma história que prova o que é o verdadeiro amor e a paixão pela música.
Julieta, filha dos Capuletos, era uma jovem elegante, que tinha olhos azuis.
Romeu era o filho mais velho do senhor Montecchio. Tinha os olhos castanhos escuros e era um rapaz esbelto. A sua profissão consistia em vender as pizzas que o pai fazia.
Um dia Julieta chegou a casa e deparou-se com um frigorífico enooooooooooorme, mas vazio! Então, decidiu encomendar uma pizza ao senhor Montecchio.
Quando Romeu tocou à campainha, apareceu Julieta, atrapalhada, explicando-lhe que sua mãe se dirigira ao multibanco mais próximo para levantar dinheiro.
Enquanto esperavam pela senhora Capuleto, falavam sobre os mais diversos assuntos: tempo, passatempos, interesses,... Depois de muito falarem, descobriram que tinham a mesma paixão: a música. Contudo, ambas as famílias sofriam de problemas financeiros, pelo que não podiam enviar os seus filhos para a escola de artes.
No fim de semana seguinte, encontraram-se à beira-mar, a fim de cantarem um dueto. Mal se ouviu a primeira nota, os seus corações bateram fortemente, devido ao amor que os tomou. Pela mesma rua, passou o dono da A.N.T. Farm, a escola de talentos dos seus sonhos. Este gostou muito do que ouviu, e, como dois dos seus artistas estavam afónicos, disse-lhes que teriam a oportunidade de frequentar a A.N.T. Farm. Após apresentarem os seus problemas, Zolten ofereceu-se para pagar os custos. Hoje em dia, ouvimos músicas que Romeu e Julieta compuseram ao longo da sua maravilhosa e longa carreira.
 
Sofia, 7ºB
Texto sujeito a ligeiras alterações

Uma mudança

Estava na praia com o meu melhor amigo. Estávamos a sair do mar, tínhamos apanhado umas belas ondas, pois acordámos muito cedo para ir para lá.
Quando estávamos a caminho da nossa casa de praia, eu preparava-me para contar ao Diogo, o meu melhor amigo, que, no dia seguinte, eu teria de ir para a Universidade, pois as férias estavam quase a acabar e a minha avó vinha buscar-me.
Chegámos a casa. Estava lá o meu avô, no seu armazém pequenino, na garagem. Estava a pintar e a arranjar pranchas, pois era o trabalho dele e do Diogo. De repente, batem à porta, O Diogo abriu e era a minha avó. Ele ficou muito surpreendido: afinal, ele não sabia o que ela estava lá a fazer. Ela era da cidade e nós das ilhas das Canárias. Ele não sabia bem onde ela morava, mas sabia que era de longe.
-Avó , vieste mais cedo?- perguntei eu .
Ela entrou e perguntou:
-Preferi vir mais cedo. Espero que não te importes. Tens as malas prontas?
-Desculpem interromper, mas... vocês estão a falar de quê?- perguntou ele com um ar estranho. Ninguém disse nada.
-Madalena, preciso de falar contigo. - disse o meu avô à minha avó.
Ela disse:
-Está bem, mas tem de ser rápido.
Enquanto isso, eu fui falar com o Diogo,
-O que se passa?- perguntou ele.
-Eu ainda não te tinha contado, mas era suposto eu ir amanhã para a cidade. A minha avó adiantou-se, veio hoje e eu não queria ir, mas acho que vai ter de ser ….
-Podias ter-me dito mais cedo. Mas tu sempre vais?- perguntou.
-Desculpa, mas vou ter que ir. Olha, eu vou só aproveitar as últimas ondas - disse-lhe eu.
Naquele instante, peguei na prancha e fui. O céu começou a ficar encoberto, mas eu ignorei. Veio uma onda gigante e eu caí. Quase me afoguei. O Diogo foi o mais rápido possível com a sua mota de água e conseguiu salvar-me.
Fiquei-lhe eternamente agradecida. Falei com a minha avó e disse ao meu avô que o meu destino era ali.
Sérgia, 7ºB
Texto sujeito a ligeiras alterações

A história de David e Golias recontada pelo Gonçalo


   Os filisteus vieram lutar contra Israel. Os três irmãos mais velhos de David estavam no exército de Saul.

   Chegando ao acampamento do exército, David correu até à linha de batalha para procurar seus irmãos. O gigante filisteu apareceu para zombar dos israelitas, e disse:

   -Escolham um homem para lutar comigo. Se vencer e me matar, seremos seus escravos, mas se eu vencer e o matar, vocês serão nossos escravos. Desafio-os a escolherem alguém para lutar comigo.

   David perguntou:

   - O que ganhará o homem que matar o filisteu e livrar Israel da vergonha?

   Os soldados disseram:

   - Saul dará ao homem muitas riquezas e a sua filha em casamento.

   Todos os israelitas estavam com medo de Golias. Este tinha cerca de três metros de altura. Alguns soldados foram contar ao rei que David queria lutar contra Golias, mas o rei respondeu que David não podia lutar contra ele, porque Golias tinha sido soldado a vida inteira e David era apenas um rapaz.

   O Rei acabou por deixá-lo ir.

   Mais tarde, David desceu a um riacho para apanhar cinco pedras lisas, que pôs na sua bolsa. Pegou na funda e foi ao encontro do gigante.

  Quando Golias viu David, quase não acreditou, pensando que era fácil matá-lo.

  De seguida, David correu para Golias, tirou uma pedra da sua bolsa, colocou-a na funda e atirou-a com toda a força. A pedra atingiu Golias na cabeça, e ele caiu morto. Vendo os filisteus que seu campeão havia caído, todos fugiram. Os israelitas correram atrás deles, vencendo a batalha.


Gonçalo, 7ºB

Texto sujeito a ligeiras alterações