quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Uma mudança

Estava na praia com o meu melhor amigo. Estávamos a sair do mar, tínhamos apanhado umas belas ondas, pois acordámos muito cedo para ir para lá.
Quando estávamos a caminho da nossa casa de praia, eu preparava-me para contar ao Diogo, o meu melhor amigo, que, no dia seguinte, eu teria de ir para a Universidade, pois as férias estavam quase a acabar e a minha avó vinha buscar-me.
Chegámos a casa. Estava lá o meu avô, no seu armazém pequenino, na garagem. Estava a pintar e a arranjar pranchas, pois era o trabalho dele e do Diogo. De repente, batem à porta, O Diogo abriu e era a minha avó. Ele ficou muito surpreendido: afinal, ele não sabia o que ela estava lá a fazer. Ela era da cidade e nós das ilhas das Canárias. Ele não sabia bem onde ela morava, mas sabia que era de longe.
-Avó , vieste mais cedo?- perguntei eu .
Ela entrou e perguntou:
-Preferi vir mais cedo. Espero que não te importes. Tens as malas prontas?
-Desculpem interromper, mas... vocês estão a falar de quê?- perguntou ele com um ar estranho. Ninguém disse nada.
-Madalena, preciso de falar contigo. - disse o meu avô à minha avó.
Ela disse:
-Está bem, mas tem de ser rápido.
Enquanto isso, eu fui falar com o Diogo,
-O que se passa?- perguntou ele.
-Eu ainda não te tinha contado, mas era suposto eu ir amanhã para a cidade. A minha avó adiantou-se, veio hoje e eu não queria ir, mas acho que vai ter de ser ….
-Podias ter-me dito mais cedo. Mas tu sempre vais?- perguntou.
-Desculpa, mas vou ter que ir. Olha, eu vou só aproveitar as últimas ondas - disse-lhe eu.
Naquele instante, peguei na prancha e fui. O céu começou a ficar encoberto, mas eu ignorei. Veio uma onda gigante e eu caí. Quase me afoguei. O Diogo foi o mais rápido possível com a sua mota de água e conseguiu salvar-me.
Fiquei-lhe eternamente agradecida. Falei com a minha avó e disse ao meu avô que o meu destino era ali.
Sérgia, 7ºB
Texto sujeito a ligeiras alterações

A história de David e Golias recontada pelo Gonçalo


   Os filisteus vieram lutar contra Israel. Os três irmãos mais velhos de David estavam no exército de Saul.

   Chegando ao acampamento do exército, David correu até à linha de batalha para procurar seus irmãos. O gigante filisteu apareceu para zombar dos israelitas, e disse:

   -Escolham um homem para lutar comigo. Se vencer e me matar, seremos seus escravos, mas se eu vencer e o matar, vocês serão nossos escravos. Desafio-os a escolherem alguém para lutar comigo.

   David perguntou:

   - O que ganhará o homem que matar o filisteu e livrar Israel da vergonha?

   Os soldados disseram:

   - Saul dará ao homem muitas riquezas e a sua filha em casamento.

   Todos os israelitas estavam com medo de Golias. Este tinha cerca de três metros de altura. Alguns soldados foram contar ao rei que David queria lutar contra Golias, mas o rei respondeu que David não podia lutar contra ele, porque Golias tinha sido soldado a vida inteira e David era apenas um rapaz.

   O Rei acabou por deixá-lo ir.

   Mais tarde, David desceu a um riacho para apanhar cinco pedras lisas, que pôs na sua bolsa. Pegou na funda e foi ao encontro do gigante.

  Quando Golias viu David, quase não acreditou, pensando que era fácil matá-lo.

  De seguida, David correu para Golias, tirou uma pedra da sua bolsa, colocou-a na funda e atirou-a com toda a força. A pedra atingiu Golias na cabeça, e ele caiu morto. Vendo os filisteus que seu campeão havia caído, todos fugiram. Os israelitas correram atrás deles, vencendo a batalha.


Gonçalo, 7ºB

Texto sujeito a ligeiras alterações

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Um bom ano de 2013

Aos meus alunos, em particular, e à comunidade educativa, em geral, desejo um bom ano de 2013.
Agradeço a todos os que me enviaram os seus textos e prometo que iniciarei o mês de janeiro publicando os que ainda faltam. Boas escritas!

Leituras para a Maria Inês

A Maria Inês pediu-me uma lista de livros que eu fiz com todo o cuidado e guardei, muito guardadinha... não sei onde. Nada que ela estranhe. Espero é que me perdoe pelo atraso. Da lista faziam parte alguns dos meus livros preferidos de sempre: Alice através do espelho e Alice no país das maravilhas. Embora seja adulta, volto com frequência aos livros de Lewis Carroll e já os ofereci a várias gerações de crianças e jovens. O meu exemplar de Alice através do espelho tem um aspeto miserável, de tantas vezes que o li.
Reparem nas ilustrações:
A verdadeira Alice era assim:

Outro livro que fazia parte da minha lista é outro clássico dos meus presentes de Natal: As aventuras de João sem medo, de José Gomes Ferreira. Muito interessante, muito bem escrito... e engraçadíssimo.

O espantalho

 
Numa aldeia, vivia uma jovem muito altruísta, com o nome de Inês. Tinha uns lindos cabelos loiros, uns olhos castanhos e um grande sorriso que alegrava todos os que ali passavam. O verão estava cada vez mais próximo e faltava pouco para a colheita nos amplos relvados cheios de flores de mil e uma cores, passarinhos a chilrear, árvores com uns deliciosos frutos...
Certo dia, quando o sol se ergueu no céu, Inês acordou bem cedinho (como de costume), olhou pela janela, observou a sua linda paisagem, e reparou que... o seu espantalho Kiko estava muito triste. Então vestiu-se o mais rápido possível e foi ter com ele. O espantalho estava triste, sozinho... Inês perguntou-lhe:
-Kiko, porque estás assim tão triste?
E ele, choramingando, respondeu:
-Inês, estou assim, pois os meus amigos passarinhos têm medo de mim. Não sei se é dos meus farrapos, ou até... por a minha boca estar cozida com botões...
-Não te preocupes, eu irei ajudar-te, custe o que custar.
Logo de seguida, Inês foi procurar os pássaros.
Inês procurou, procurou em todos os cantos da aldeia e, felizmente, conseguiu encontrá-los. Estavam num ninho cheio de palha e folhas.
- Passarinhos, passarinhos, desçam, se não se importam, preciso de falar com vocês urgentemente.
Os passarinhos voaram até Inês.
-Peço desculpa por me intrometer nas vossas vidas, mas o meu amigo Kiko está muito triste, pois ele diz que vocês têm medo dele. Isso é verdade? - perguntou Inês.
-Querida menina, sim, é verdade, pois eu tenho medo dos sons emitidos pelos guizos. Os guizos espantam todos os animais que ali habitam- respondeu um dos passarinhos.
-Então se é só isso, eu vou dizer-lhe para os retirar. Fui eu que lhos ofereci, pois normalmente os espantalhos costumam usar algo que faça barulho.
-Obrigado, agradecemos-te-te imenso e desculpa por aquilo dos guizos. Agora já iremos poder voltar a brincar, correr, saltar... juntos.
-De nada!
 
Ana Catarina, 7ºB

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Férias de Natal


Era dia 24 de dezembro, um dia chuvoso e nublado. Estava meio constipada, por isso não podia sair de casa. Sentia-me como uma princesa fechada na sua torre sem saída. Estava muito aborrecida, sem nada para fazer. Depois pensei: “Estou sozinha em casa! Posso fazer o que quiser!”. Sentei-me no sofá, a comer cereais com leite a manhã toda. Tinha-me lembrado do que a minha mãe me dissera: “Vou ter de sair, volto daqui a algumas horas. Arruma o teu quarto. Quando chegar, quero vê-lo!” Mas não me importara, e continuei a ver televisão. Ouvi a porta a bater. Desliguei a TV rapidamente, fui à cozinha pousar a taça com cereais. Mas era só uma encomenda que a minha mãe tinha feito. Uma caixa enorme. “O que terá lá dentro?” pensei eu. Liguei para a minha mãe para lhe perguntar o que era, mas tinha o telefone desligado. Perguntei a mim mesma se podia abrir a caixa, mas, mal pensava nisso, imaginava a minha mãe aborrecida. Achei que o melhor era esperar que ela chegasse. Voltei para a televisão, mas não conseguia parar de pensar no que estaria naquela enorme caixa: seria alguma coisa para mim? se calhar era uma TV para o meu quarto. Mas aquela caixa era demasiado grande para ter apenas uma televisão! Fui para o meu quarto vestir-me. Entretanto, ouvi a porta. Era a minha irmã Luísa que me ia levar a almoçar fora. Quando cheguei a casa eram quase horas de jantar. Fui à cozinha e estava lá a minha mãe a fazer o jantar. Perguntei-lhe o que estava naquela caixa, e ela disse-me que era surpresa. No dia seguinte, de manhã, fui acordar os meus irmãos para irmos à sala ver se havia presentes debaixo da árvore, e lá estava a tal enorme caixa. Fui ver para quem era, olhei para a etiqueta, e era para mim. Abri rapidamente, e era uma coisa que já me tinha esquecido que estava sempre a pedir a minha mãe há muito tempo: uma bicicleta!

Maria Leonor 7ºB
Texto sujeito a ligeiras alterações

 


 




sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Desafio interessante N.º 4


Concurso interativo de escrita criativa
Tema: prevenção do colo do útero
Promoção: Liga Portuguesa contra o Cancro
Responsável pelas inscrições da/na escola: professora Berta Henriques

Serão formados vários grupos de cinco elementos. Os concorrentes assinalados com o n.º1 receberão um documento "Word" com o nome do grupo e darão início a uma história cujo tema será o cancro do colo do útero. Terá um prazo de 24 horas para reenviar o texto, que será remetido ao concorrente n.º 2, e assim sucessivamente, perfazendo três rondas até à conclusão da história. Cada participação terá um mínimo de 300 e um máximo de 3000 palavras. os concorrentes que não cumpram os prazos serão excluídos.
 
Aqui está um concurso interessante, em que, além de criatividade, os participantes devem mostrar disciplina, autocontrolo e espírito de interajuda.