terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Um bom ano de 2013

Aos meus alunos, em particular, e à comunidade educativa, em geral, desejo um bom ano de 2013.
Agradeço a todos os que me enviaram os seus textos e prometo que iniciarei o mês de janeiro publicando os que ainda faltam. Boas escritas!

Leituras para a Maria Inês

A Maria Inês pediu-me uma lista de livros que eu fiz com todo o cuidado e guardei, muito guardadinha... não sei onde. Nada que ela estranhe. Espero é que me perdoe pelo atraso. Da lista faziam parte alguns dos meus livros preferidos de sempre: Alice através do espelho e Alice no país das maravilhas. Embora seja adulta, volto com frequência aos livros de Lewis Carroll e já os ofereci a várias gerações de crianças e jovens. O meu exemplar de Alice através do espelho tem um aspeto miserável, de tantas vezes que o li.
Reparem nas ilustrações:
A verdadeira Alice era assim:

Outro livro que fazia parte da minha lista é outro clássico dos meus presentes de Natal: As aventuras de João sem medo, de José Gomes Ferreira. Muito interessante, muito bem escrito... e engraçadíssimo.

O espantalho

 
Numa aldeia, vivia uma jovem muito altruísta, com o nome de Inês. Tinha uns lindos cabelos loiros, uns olhos castanhos e um grande sorriso que alegrava todos os que ali passavam. O verão estava cada vez mais próximo e faltava pouco para a colheita nos amplos relvados cheios de flores de mil e uma cores, passarinhos a chilrear, árvores com uns deliciosos frutos...
Certo dia, quando o sol se ergueu no céu, Inês acordou bem cedinho (como de costume), olhou pela janela, observou a sua linda paisagem, e reparou que... o seu espantalho Kiko estava muito triste. Então vestiu-se o mais rápido possível e foi ter com ele. O espantalho estava triste, sozinho... Inês perguntou-lhe:
-Kiko, porque estás assim tão triste?
E ele, choramingando, respondeu:
-Inês, estou assim, pois os meus amigos passarinhos têm medo de mim. Não sei se é dos meus farrapos, ou até... por a minha boca estar cozida com botões...
-Não te preocupes, eu irei ajudar-te, custe o que custar.
Logo de seguida, Inês foi procurar os pássaros.
Inês procurou, procurou em todos os cantos da aldeia e, felizmente, conseguiu encontrá-los. Estavam num ninho cheio de palha e folhas.
- Passarinhos, passarinhos, desçam, se não se importam, preciso de falar com vocês urgentemente.
Os passarinhos voaram até Inês.
-Peço desculpa por me intrometer nas vossas vidas, mas o meu amigo Kiko está muito triste, pois ele diz que vocês têm medo dele. Isso é verdade? - perguntou Inês.
-Querida menina, sim, é verdade, pois eu tenho medo dos sons emitidos pelos guizos. Os guizos espantam todos os animais que ali habitam- respondeu um dos passarinhos.
-Então se é só isso, eu vou dizer-lhe para os retirar. Fui eu que lhos ofereci, pois normalmente os espantalhos costumam usar algo que faça barulho.
-Obrigado, agradecemos-te-te imenso e desculpa por aquilo dos guizos. Agora já iremos poder voltar a brincar, correr, saltar... juntos.
-De nada!
 
Ana Catarina, 7ºB

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Férias de Natal


Era dia 24 de dezembro, um dia chuvoso e nublado. Estava meio constipada, por isso não podia sair de casa. Sentia-me como uma princesa fechada na sua torre sem saída. Estava muito aborrecida, sem nada para fazer. Depois pensei: “Estou sozinha em casa! Posso fazer o que quiser!”. Sentei-me no sofá, a comer cereais com leite a manhã toda. Tinha-me lembrado do que a minha mãe me dissera: “Vou ter de sair, volto daqui a algumas horas. Arruma o teu quarto. Quando chegar, quero vê-lo!” Mas não me importara, e continuei a ver televisão. Ouvi a porta a bater. Desliguei a TV rapidamente, fui à cozinha pousar a taça com cereais. Mas era só uma encomenda que a minha mãe tinha feito. Uma caixa enorme. “O que terá lá dentro?” pensei eu. Liguei para a minha mãe para lhe perguntar o que era, mas tinha o telefone desligado. Perguntei a mim mesma se podia abrir a caixa, mas, mal pensava nisso, imaginava a minha mãe aborrecida. Achei que o melhor era esperar que ela chegasse. Voltei para a televisão, mas não conseguia parar de pensar no que estaria naquela enorme caixa: seria alguma coisa para mim? se calhar era uma TV para o meu quarto. Mas aquela caixa era demasiado grande para ter apenas uma televisão! Fui para o meu quarto vestir-me. Entretanto, ouvi a porta. Era a minha irmã Luísa que me ia levar a almoçar fora. Quando cheguei a casa eram quase horas de jantar. Fui à cozinha e estava lá a minha mãe a fazer o jantar. Perguntei-lhe o que estava naquela caixa, e ela disse-me que era surpresa. No dia seguinte, de manhã, fui acordar os meus irmãos para irmos à sala ver se havia presentes debaixo da árvore, e lá estava a tal enorme caixa. Fui ver para quem era, olhei para a etiqueta, e era para mim. Abri rapidamente, e era uma coisa que já me tinha esquecido que estava sempre a pedir a minha mãe há muito tempo: uma bicicleta!

Maria Leonor 7ºB
Texto sujeito a ligeiras alterações

 


 




sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Desafio interessante N.º 4


Concurso interativo de escrita criativa
Tema: prevenção do colo do útero
Promoção: Liga Portuguesa contra o Cancro
Responsável pelas inscrições da/na escola: professora Berta Henriques

Serão formados vários grupos de cinco elementos. Os concorrentes assinalados com o n.º1 receberão um documento "Word" com o nome do grupo e darão início a uma história cujo tema será o cancro do colo do útero. Terá um prazo de 24 horas para reenviar o texto, que será remetido ao concorrente n.º 2, e assim sucessivamente, perfazendo três rondas até à conclusão da história. Cada participação terá um mínimo de 300 e um máximo de 3000 palavras. os concorrentes que não cumpram os prazos serão excluídos.
 
Aqui está um concurso interessante, em que, além de criatividade, os participantes devem mostrar disciplina, autocontrolo e espírito de interajuda.  
 

A vida no mar


                Era uma vez uma sereia chamada Alice que vivia no mar, juntamente com outras sereias e vários tipos de peixes.
                Era loira e tinha olhos azuis, uma barbatana lilás e um corpo bastante magro. Adorava as aulas de equitação, pois tinha como, animal preferido, o cavalo marinho.
                Passava os dias na Universidade, de que ela até gostava, tirando o facto de achar as aulas de Matemática uma perda de tempo. Estava no último ano do curso de música, queria ser cantora, mas também adorava tocar violino.
                Quando chegou a casa, ouviu o pai a reclamar com o irmão, pois ele estava sempre, sempre, sempre, a fazer asneiras.
                Ligou a televisão e estava a dar um filme de ficção em que, para além do mar, existiam outros seres, outras formas de vida… Até achou alguma piada, mas tinha a certeza que era ficção, pois a professora de Ciências tinha explicado que o Oceano era a única coisa do Mundo, que era infinito e que as sereias e os peixes eram os únicos seres vivos.
                Quando foi dormir, começou a sonhar que tinha ido à superfície do mar e que tinha visto terra. Nadou até lá, e encontrou um pescador que lhe perguntou quem era. Ele ficou surpreendido, embora feliz ao mesmo tempo, e convidou-a para ir beber um café a casa dele…
                De repente, ouviu o pai a dizer “Para!” ao seu irmão e acordou do sonho. Estava a adorar o sonho, tão surreal…
 
Ana Filipa, 7ºB

O comboio fantasma



Três irmãos, a Ana, o David e o Júlio foram acampar com a sua prima Zé. Ela era meia maria rapaz, porque tinha o cabelo curto aos caracóis. Não queria ser reconhecida como uma rapariga. A Ana era a mais nova. Tinha dez anos e o cabelo era do mais claro que havia. O David tinha onze anos e o seu cabelo era castanho claro. O Júlio era o mais velho e tinha o cabelo loirao, mas não tão claro como o da Ana.
Foram os quatro e mais o cão da Zé, o Tim, acampar para uma charneca solitária com o velho professor Luffy.
E, num quente dia de verão, lá foram eles de carro, sempre aos trambolhões por causa da estrada. Quando chegaram, montaram as suas tendas, uma para o Júlio e para o David e outra para a Ana, a Zé e o Tim. O senhor Luffy montou a sua tenda um pouco afastada das tendas das crianças, porque pensou que elas quisessem fazer as suas coisas sem ter a companhia dele.
Quando acabaram, começaram a lanchar. Tinham tomate, bacon, sandes mistas e, para sobremesa, chocolate.
Depois de lancharem, as crianças disseram ao senhor Luffy que iriam passear pela charneca. O senhor Luffy concordou, mas disse que iria ficar por ali porque estava cansado da viagem.
As crianças passearam durante meia hora, até que encontraram um túnel onde, antigamente, passavam comboios. Decidiram descer a encosta e conversar com um senhor de perna de pau que lá estava a andar às voltas. Quando o Júlio lhe tocou no braço, ele deu um grito e virou-se para trás com uma expressão zangada. O homem disse para eles nunca se aproximarem daquele túnel porque era muito perigoso, pois de noite apareciam comboios sem luz nem condutor e que depois se desvaneciam no ar. As crianças, mesmo assim, foram para o túnel investigar. Era muito escuro, por isso o Júlio e a Zé acenderam as suas lanternas. De repente apareceu um homem baixo com os seus capangas, que pareciam muito fortes. Eles agarraram-nos a todos e prenderam-nos numa gruta.
O senhor Luffy já estava a ficar preocupado, então foi com o seu carro até à polícia e contou tudo o que sabia. A polícia procurou as crianças e o cão. Encontrou-os a todos e também prendeu os maus. As crianças perceberam, finalmente, para que serviam os combóis. Serviam para transportar mercadoria para o mercado negro.
 
Teresa, 7ºA
Texto sujeito a ligeiras alterações