Tudo
aconteceu num planeta muito distante, de outra galáxia. Era um planeta com uma
cor roxa, como a Terra com a sua cor azul! Era muito calmo e chamava-se
Mularis.
Todos os
Mularianos ( os habitantes de Mularis)
eram espertos, calmos e muito amigos uns dos outros. Mas isso era o que todos
pensavam antes de conhecerem o Jeremino.
Jeremino
era o tipo de pessoa de que nenhum professor Mulariano gostava. Não fazia os
trabalhos de casa, não estudava, estava desatento nas aulas… No recreio, não
era melhor. Dava pontapés aos colegas, atirava-lhes pedras, bolas e, às vezes,
terra.
Ninguém, na
escola, gostava dele. E, por isso, gozavam-no:
- Olha o
cabeça de elefante! – Dizia o Austromim sempre que o via – e só por ele ter uma
cabeça ligeiramente maior do que o normal.
- Ó pescoço
de girafa, anda cá! – Diziam os irmãos Fulize, por ele ter um pescoço comprido.
Ainda havia mais insultos, mas Jeremino ignorava-os a todos. Apenas as
raparigas não o insultavam, mas só por terem medo dele.
Já em casa,
a sua vida não estava melhor. O pai estava separado da mãe, mas a sua nova
esposa era tão má para Jeremino, que este não a suportava. Em relação à mãe, a
situação não estava melhor. Estava doente. Tinha Lirílis, uma doença que
afetava todo o corpo. Jeremino , apesar da pessoa que era, amava-a muito e
tinha a certeza de que, se algo pior lhe acontecesse, iria ficar louco.
No ano de
3112, numa consulta com o médico da mãe, o doutor Rosnácio disse que já sabia
quanto tempo a senhora iria viver mais:
- Sra.
Mulis, lamento informá-la que apenas lhe restam doze meses de vida!
- Eu
compreendo, Sr. Doutor- confirmou D. Mulis, com uma voz trémula.
E assim
aconteceu, ficando Jeremino sem ninguém para tomar conta dele. O pai estava a
pensar colocá-lo num colégio interno, para não ter que ficar com ele.
Num dia em
que o tempo estava muito estranho, também a esposa do pai ficou muito estranha.
De repente, quis ficar com o rapaz. Fez o máximo de esforço para convencer o
marido:
-Porque não
ficamos com o Jeremino, Asvaldo? - perguntou a senhora, já cansada de pedir.
-Pronto,
Cornélia, só para te deixar feliz – desistiu Asvaldo- ficamos com ele!
Quando o
menino chegou a casa do pai e da nova familiar (a madrasta), foi muito bem
recebido. A senhora fez os possíveis para remediar o que tinha feito ao longo
dos anos.
Com o
tempo, Cornélia e Jeremino tornaram-se nos melhores amigos, ou como o rapaz
gostava de dizer, “BFF” (Best Friends Forever, ou seja: melhores amigos para
sempre).
Ajudavam-se
mutuamente, e Jeremino passou a ser o melhor aluno da turma e a ter muitos e
bons amigos.
(Laura, 7ºA)Texto com ligeiras alterações