Mostrar mensagens com a etiqueta Os nossos escritores. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Os nossos escritores. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Jerenimo, o Mulariano


Tudo aconteceu num planeta muito distante, de outra galáxia. Era um planeta com uma cor roxa, como a Terra com a sua cor azul! Era muito calmo e chamava-se Mularis.

Todos os Mularianos  ( os habitantes de Mularis) eram espertos, calmos e muito amigos uns dos outros. Mas isso era o que todos pensavam antes de conhecerem o Jeremino.

Jeremino era o tipo de pessoa de que nenhum professor Mulariano gostava. Não fazia os trabalhos de casa, não estudava, estava desatento nas aulas… No recreio, não era melhor. Dava pontapés aos colegas, atirava-lhes pedras, bolas e, às vezes, terra.

Ninguém, na escola, gostava dele. E, por isso, gozavam-no:

- Olha o cabeça de elefante! – Dizia o Austromim sempre que o via – e só por ele ter uma cabeça ligeiramente maior do que o normal.

- Ó pescoço de girafa, anda cá! – Diziam os irmãos Fulize, por ele ter um pescoço comprido.

Ainda havia mais insultos, mas Jeremino ignorava-os a todos. Apenas as raparigas não o insultavam, mas só por terem medo dele.

Já em casa, a sua vida não estava melhor. O pai estava separado da mãe, mas a sua nova esposa era tão má para Jeremino, que este não a suportava. Em relação à mãe, a situação não estava melhor. Estava doente. Tinha Lirílis, uma doença que afetava todo o corpo. Jeremino , apesar da pessoa que era, amava-a muito e tinha a certeza de que, se algo pior lhe acontecesse, iria ficar louco.

No ano de 3112, numa consulta com o médico da mãe, o doutor Rosnácio disse que já sabia quanto tempo a senhora iria viver mais:

- Sra. Mulis, lamento informá-la que apenas lhe restam doze meses de vida!

- Eu compreendo, Sr. Doutor- confirmou D. Mulis, com uma voz trémula.

E assim aconteceu, ficando Jeremino sem ninguém para tomar conta dele. O pai estava a pensar colocá-lo num colégio interno, para não ter que ficar com ele.

Num dia em que o tempo estava muito estranho, também a esposa do pai ficou muito estranha. De repente, quis ficar com o rapaz. Fez o máximo de esforço para convencer o marido:

-Porque não ficamos com o Jeremino, Asvaldo? - perguntou a senhora, já cansada de pedir.

-Pronto, Cornélia, só para te deixar feliz – desistiu Asvaldo- ficamos com ele!

Quando o menino chegou a casa do pai e da nova familiar (a madrasta), foi muito bem recebido. A senhora fez os possíveis para remediar o que tinha feito ao longo dos anos.

Com o tempo, Cornélia e Jeremino tornaram-se nos melhores amigos, ou como o rapaz gostava de dizer, “BFF” (Best Friends Forever, ou seja: melhores amigos para sempre).

Ajudavam-se mutuamente, e Jeremino passou a ser o melhor aluno da turma e a ter muitos e bons amigos.
(Laura, 7ºA)
Texto com ligeiras alterações

O herói desastrado


O André é um desastrado! No mês passado, na escola, estávamos em Educação Física, e o André queria impressionar a Ana. Claro que deu asneira. Ele pegou nos pesos de musculação mais pesados, mas, como não era muito forte… PUM! Deixou cair os pesos mesmo em cima do pé da Ana! Coitada. Desatou a chorar porque ficou com o pé partido. O André, muito envergonhado, pediu desculpa e tentou ajudá-la, mas o professor de Educação Física não deixou, porque tinha medo de piorar a situação.

No dia seguinte, à hora do almoço, a Ana foi sentar-se na mesa da cantina, enquanto as amigas iam buscar os tabuleiros da cantina, nomeadamente o dela, porque estava de muletas. Enquanto as amigas tratavam da comida, o André e os amigos chegaram. “Já vai fazer asneiras!” pensou a Ana ao vê-los. Logo que o André viu a Ana sentada e as amigas com os tabuleiros na mão, pensou: “É uma boa altura para a Ana ver que não sou tão desastrado como todos pensam!”. E começou a correr em direção às amigas. O André, quase sem fôlego, pediu à Raquel, que era a melhor amiga da Ana, para lhe levar o tabuleiro. “Não sei se é uma boa ideia” respondeu ela. Mas, como tinha pena do André, deixou. Estava tudo a correr bem, até que o André tropeçou e o tabuleiro caiu em cima da roupa da Ana! O André só piorava a situação. Cada vez a Ana se afastava mais dele para não haver problemas.

          Passado uma semana, houve uma tragédia. Estava um homem armado no interior da escola! Parecia meio perdido, como se não soubesse o que fazer. Mas, com medo de que ele nos fizesse mal, escondemo-nos. No entanto, alguém tinha de ser corajoso. Era óbvio que o André tinha pensado nisso, mas sabia que era desastrado e que alguma coisa ia correr mal!... Passado algum tempo, o André quis arriscar. Não sei como, mas ele disse umas quantas coisas que fizeram o assaltante ir embora, envergonhado. O André foi um herói! Ninguém acreditava no que tinha acabado de acontecer!

Apesar de ter sido um herói, o André continua a ser desastrado, mas é um grande amigo da Ana.
(Inês, 7ºA)

O sonho

Na escola de Joana havia um entusiasmo enorme! Os alunos estavam super contentes, porque era o último dia de aulas. A diretora da escola tinha organizado um pequenique junto ao rio Douro.

A viagem foi longa, mas muito divertida! Estava toda a gente a cantar e a conversar.

Ah! Já me esquecia de apresentar a Joana! Ela era uma menina com olhos verdes, cabelo castanho, com poucos caracóis, alta e magra. Era muito simpática e amiga de todos.

Agora vou continuar...

Quando chegaram ao rio, saltaram do autocarro e puseram a comida em cima de mesas de pedra. Fartaram-se de comer!

No final, a professora disse-lhes que eles podiam dar um passeio em grupo. Joana escolheu os seus três grandes amigos, que eram o Tiago, a Catarina e a Rita. Catarina era muito destemida. Então, começou a ir para cima das rochas. O Tiago também achou piada e foi para lá. Só ficaram em baixo a Joana e a Rita. De repente, Joana pensou que não fazia mal. Então resolveu ir para a beira deles. A Rita era a mais medricas, mas, como não queria ficar sozinha, seguiu os colegas. Quando estavam todos em cima da rocha, a Joana caiu num buraco.

- Estás bem, Joana? - perguntou, aflita, a Catarina.

- Sim!- respondeu a Joana.

E o Tiago disse:

- Eu vou descer para te ajudar!

Nesse instante, escorregou a Catarina que, sem querer, empurrou a Rita. Tiago começou a discutir com a Catarina, porque era suposto elas terem ido buscar ajuda.

- Uau! Parece um sitio secreto – disse a Catarina. - Esta conversa deixou-me com sede!

- Não bebas daí, pode não ser água! - avisou o Tiago.

- Tu não mandas em mim, percebeste? - gritou a Catarina.

Quando ela bebeu do copo que se encontrava em cima de uma mesa, transformou-se num peixe dourado.

- Uau! Será que faz o mesmo efeito em mim? - disse entusiasmada, a Joana. Porém, não hesitou e também bebeu a poção… mas transformou-se num peixe balão.

- Olha para mim! Tão gorda! – disse a Joana – este cabelo no ar está fora de moda!

- Os peixes balão são assim. – disse a Rita. – Gordos. E isso são espinhos, e não cabelos.

- Mas eu estou linda!– exclamou a Catarina – fico bem de dourado!

De repente, a Joana acordou e só viu pessoas à sua volta. Afinal, tinha sido somente um sonho, e ela tinha batido com a cabeça nas rochas.

- Ainda bem que não sou um peixe balão. Nunca mais me vou deixar influenciar pelos outros, portanto, amigos, cuidado! – disse  Joana, ainda meio tonta.

Os amigos da Joana olharam uns para os outros e riram-se.

Deseja boa sorte à Joana, para outra aventura!
 
(Sara, 7ºA)
Texto com ligeiras alterações

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

A rua da Leonor

A Leonor escreve muito, muito bem, por isso lhe pedi para partilhar connosco um  texto onde descreve a sua rua. Reparem nas sensações visuais ("A minha rua é a subir e ao longo dessa subida estendem-se muitas lojas de roupa, de comida..."), olfativas ("um cheiro a fumo"), auditivas ("(...) o som de carros, crianças e adultos, a tossir e a fungar..."), de movimento "(...) autocarros (...) Há muito movimento (...)") e até táteis, que não são nada evidentes ("ásperas").
 
«A minha rua é a subir e ao longo dessa subida estendem-se muitas lojas de roupa, de comida... Sente-se um cheiro a fumo deixado pelos autocarros que por lá passam, as portas das casas são brancas e ásperas. Há muito movimento nessa rua. Infelizmente, as pessoas andam sempre stressadas e carrancudas. Ouve-se o som de carros, crianças e adultos, a tossir e a fungar... É inverno, andam muitas pessoas constipadas... No verão as pedras do chão absorvem o calor do dia, e à noite libertam esse calor, deixando uma temperatura agradável no ar.»