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sexta-feira, 13 de junho de 2014

O mundo do 7ºA


Como eu era, no que pensava, o que fazia … em 2013/2014
 

Num segundo…

... Termina e começa uma nova etapa da nossa vida. (Sara)

… Um aluno de natação bate o seu recorde. (Laura)

... Uma menina corre atrás do seu lenço, que é levado pelo vento. (Maria João)

… Uma onda destrói um café de praia. (Inês)

… De um belo violino, sai uma nota musical. (Sofia)

...Um homem é eleito presidente no Egito. (Frederico)

… Uma pétala cai e é levada pelo vento. (Mariana)

… Um aluno espirra numa sala de aula. (Ana Sofia)


 ... Uma senhora dá vida a um pequeno ser. (Rodrigo)


… Um homem dá um mergulho a oeste do Havai. (João Pedro)

 

... Um grupo de rapazes corre atrás de uma bola. (Ana Filipa)

 

… Um peixe cai numa cascata. (Afonso)

… Uma mulher tira uma fotografia. (Camila)

... Um aluno chega atrasado à aula de Português. (João Luís)

Num minuto…

 

… Uma floresta arde. (Laura)

… Um rapaz chuta uma bola que desce lentamente pela rua e cai num buraco. (Maria João)

… Uma menina toca uma melodia e toda a gente começa a dançar. (Mariana)

… É lançado um foguetão com mais um satélite para o espaço. (Inês)

… Anoitece, e o céu estrelado aparece. (Sofia)

... Um homem é assassinado na esquina da rua. (Frederico)

… Um jovem salva a vida de uma criança. (Ana Sofia)

… A chuva passa de pingas para chuviscos e depois para chuvada. (João Pedro)

... Os automóveis param e arrancam no trânsito de uma estrada na América. (Ana Filipa)

… Um aluno entra na sala pela 1ª vez. (Afonso)


... Uma pizza chega e a família junta-se para terem um momento em comum. (Rodrigo)

… Um rapaz aquece uma pizza. (Camila)

… Algures em França, um homem é atropelado por um condutor distraído. (João Luís)


Num minuto um menino respira alegria, como no outro respira tristeza. (Sara)


Passámos juntos muitos segundos, muitos minutos… mas agora é altura de boas férias e de boas leituras!

 

Imagem retirada de http://www.planetatangerina.com/pt/

O mundo do 7ºB



Como eu era, no que pensava, o que fazia … em 2013/2014.





Num segundo…


... Um aluno abre o estojo. (Duarte)

... Um bebé abre os olhos pela primeira vez. (Filipa)

...Um rapaz sabe que perdeu o cão. (Mara)

... Uma criança recusa-se a comer, outra morre à fome. (Sérgia)

… Um homem prepara um foguetão (um segundo para a ignição!). (Gonçalo)

... Uma borracha desfaz-se em mil bocadinhos. (Ana Catarina)

 

… Um avião descola na Islândia. (João Paulo)

… Um miúdo começa ler a primeira página de um livro. (Simão)

… Alguém espirra no Pólo Norte. (Maria João)

... Um rapaz acaba de dar a última trinca no gelado. (Artur)


O mundo num minuto...

 

... Um aluno escreve o sumário. (Duarte)
... Uma menina rega as plantas na varanda. (Ana Catarina)

... O sol nasce numa manhã de inverno. (Sérgia)

… Um Tsunami arrasa uma cidade. (Gonçalo)

… Um computador antigo liga-se. (João Paulo)

… Uma mulher acaba de receber o Euro milhões. (Simão)

… Um avião pousa na terra. (Maria João)

… Um jogador prepara-se para bater um livre, dá cinco passos para trás, o árbitro apita, ele avança e manda um chuto fortíssimo, atirando a bola para as redes da baliza. (Artur)

... Um dia de sol passa a ser de chuva. (Filipa)

... Um aluno arruma as suas coisas. (Mara)

 

Passámos juntos muitos segundos, muitos minutos… mas agora é altura de boas férias (e boas leituras)!






Imagem retirada de http://www.planetatangerina.com/pt/

domingo, 12 de janeiro de 2014

A lenda de sir Anthony

Era uma vez, há muito tempo atrás, um rapaz chamado Anthony. O Anthony queria ser guerreiro, por isso tirou o curso de Física Quântica.

                Depois de tirar o seu curso, foi ter com um mago e disse-lhe:

                - Senhor mago, já tirei o meu curso. Agora como posso ser guerreiro?

                - Vou transportar-te para uma terra longínqua. A Terra dos Guerreiros. Aí poderás aprender a ser guerreiro.

                Assim que chegou à Terra dos Guerreiros, foi apanhado num tiroteiro e levou um tiro no coração. Porém, na Terra dos Guerreiros, é quase impossível morrer  e, mesmo se morrermos, vamos para o Hospital da Ressuscitação. Mas, continuando com a história, levaram o nosso guerreiro para lá, onde ele ressuscitou. Final feliz? Nem por isso. Logo que saiu do Hospital foi atropelado... por um tanque!

                O coitado foi levado novamente para o Hospital, onde voltaram a ressuscitá-lo.

                Quando saiu do Hospital, viu um tanque e desviou-se, mas não reparou no pterodáctilo que vinha num voo a pique para o apanhar (na Terra dos Guerreiros vê-se de tudo, mesmo que esteja extinto).

                Bom, eventualmente lá foi largado pelo pterodáctilo e, quando estava super-concentrado, vocês, meus amigos leitores, nem sabem o que aconteceu. Tropeçou numa pedra e partiu o nariz.

                Chamou o mágico e disse-lhe:

                - Eu desisto: isto é tudo muito díficil.

                - É assim que vai terminar? A ti próprio humilhar?

                - Sabe que mais? Arroz com pardais!

                E assim acabou a demanda de Anthony.
 
Frederico, 7ºA
(texto sujeito a ligeiras alterações)

O acidente


 
Hoje estava um lindo dia de sol para ir passear até ao centro da cidade.
À tarde, eu, a minha mãe, e o meu irmão fomos caminhar. Na volta, depois de eu ter ido com o meu irmão a vários parques infantis, fomos visitar a minha avó.
Após ter saído da casa dela, íamos para atravessar a passadeira, quando eu gritei:
- Cuidado, não podemos atravessar! O carro da frente já nos viu e vai parar, mas o carro que vem lá atrás, vem com tanta velocidade que, de certeza, não vai parar!
E foi o que aconteceu:
Nós não atravessámos e o carro da frente foi empurrado para a passadeira, com o embate do carro de trás.
Por isso, temos de estar muito atentos quando vamos atravessar uma passadeira. Não devemos só olhar para o carro da frente, mas também para o que vem atrás, pois o condutor pode estar distraído, não conseguir parar, e se nós tivéssemos passado, podíamos ter-nos magoado.
Felizmente, chegámos bem a casa.

 Ana Sofia

sábado, 11 de janeiro de 2014

O pior dia de sempre



  Hoje foi o pior dia de sempre! Agora vocês perguntam: porquê? Bem, tudo começou hoje de manhã. Estava eu sossegada a tomar o pequeno-almoço, quando me lembrei que tinha o pão a torrar. Levantei-me num ápice, mas, ao levantar-me, levei a toalha atrás, assim como a caneca e o leite. Já devem ter imaginado qual foi a reação da minha mãe: não foi nada boa… isso já foi suficiente para eu chegar atrasada à escola e levar um raspanete da professora.
  À hora de almoço, quando passei o cartão para ver se tinha senha marcada... não tinha. Então os funcionários da cantina disseram que eu só podia comer sopa, salada e fruta. Eu lá fui na deles. Preparei o tabuleiro e sentei-me calmamente, tentando evitar mais acidentes. Comecei a comer. Quando terminei, levantei-me para ir pousar o tabuleiro, sem reparar que alguém tinha deixado cair comida no chão, deixando-o muito escorregadio. Eu escorreguei e caí. Fiquei coberta de comida. Levantei-me apressadamente e sacudi os restos de comida que tinha na roupa, mas não foi o suficiente, ainda estava suja! Entretanto, a campainha tocou e eu não tive outro remédio se não ir para a aula toda suja! Mal eu entrei (mais uma vez atrasada), começaram os burburinhos. Tocou para fora, e eu tinha de ir para casa a pé! Estava a chover torrencialmente quando cheguei a casa. Tirei os sapatos, tentando evitar patinhar a casa toda (como se isso fosse possível), tomei um banho, vesti o pijama e agora estou aqui a escrever!  
Leonor
(Texto sujeito a ligeiras alterações)

Tiago, o herói!



Tudo isto começou numa floresta tropical deserta, onde, há 10 anos, um avião se despenhou. Todos os passageiros morreram, apenas sobreviveu uma criança chamada Tiago, com 5 anos.
Tiago sentia-se perdido, pois não conhecia nada. Começou por ver golfinhos, aves exóticas, macacos, entre outros animais. Sentia-se assustado, pois não sabia o que era aquilo, ou se lhe podiam fazer mal.
Começou por pedir ajuda, mas, como não havia humanos, ninguém o ouviu. Começou a ficar com sede. Deitou-se desesperado e pensou para si:
- Onde é que eu vou arranjar água?
Olhou para cima, viu uma palmeira com cocos e lembrou-se que a mãe lhe tinha dito que os cocos têm água. O seu instinto foi trepar à árvore, mas, mal começou, caiu logo. Um macaco que estava em cima da palmeira, ao ver o seu esforço, decidiu atirar-lhe com um. Ao ver que o coco tinha caído e achando que tinha sido ele, Tiago ficou todo contente, pensando que era muito forte, mas apercebendo-se de que não o era quando o tentou abrir.
Começou a habituar-se àquele ritmo. Todavia, ainda não tinha percebido como tinha ido lá parar.
 Começou a fazer amizades com os animais, conseguindo comunicar com eles.
   Passados 8 anos, Tiago já estava tão à vontade com aquele modo de vida, que viver com aqueles animais era normalíssimo.
   Certo dia, Tiago estava a descansar. De repente, ouviu um barulho assustador. Era um helicóptero com exploradores que andavam pelas florestas tropicais em busca de espécies desconhecidas, os quais, apercebendo-se da existência de uma vida humana, resolveram descer. O helicóptero aterrou mesmo perto de Tiago.
   Os exploradores, apercebendo-se da situação pela qual Tiago tinha passado, resolveram levá-lo para o meio dos humanos. Tiago não sabia falar, tinha comportamentos inadequados, tudo era excessivamente confuso.
Cada vez que saía à rua, embora sempre acompanhado, as pessoas tinham medo dele, pois tinha atitudes animalescas, gritava muito e tinha um andar estranho.
Até que um dia resolveu sair à rua sozinho, pois queria explorar tudo o que o rodeava. De repente, deparou-se com um assaltante que tinha entrado num banco fortemente armado. Como Tiago não sabia para que tudo aquilo servia, atirou-se para cima do assaltante, desarmando-o e agarrando-o com toda a sua força. Quando a polícia chegou, todas as pessoas envolvidas bateram muitas palmas a Tiago, gritando “É UM HERÓI, É UM HERÓI”
A partir daquele dia, Tiago passou a ter ajuda.
E rapidamente se adaptou à vida humana, nunca mais sendo esquecido como “TIAGO, O HERÓI”
Mariana
(Texto sujeito a ligeiras alterações)
 

           

 

           

 

Herói por um dia




Era uma vez um rapaz chamado Diogo que sonhava todos os dias em ser herói. Ele gostava de ler livros de heróis que salvavam o mundo de monstros estranhos e nunca vistos.
Então, certo dia, a professora do Diogo mandou fazer um trabalho: ler um livro à escolha. Aí, o rapaz decidiu ler um livro de banda desenhada onde se falava de heróis e heroínas que salvavam o mundo e muito mais…
Ao chegar a casa, deitou-se na sua cama fofinha. Começou a ler e nunca mais parou. Entusiasmado, o rapaz ficou a noite toda a ler e a ler… Cansado, acabou por adormecer num sono pesado e começou a sonhar com o mundo da fantasia onde tudo, mas mesmo tudo, era perfeito. Imaginou-se lá, vestido com um fato vermelho que dizia “Herói”. Orgulhoso de si mesmo, inspirou e disse:
- Estou aqui para ajudar todas as pessoas que precisam!
Mal acabou a sua frase, ouviu uma rapariga gritar.
- Aaaaaahhhh! - gritava a rapariga, muito aflita - Ajudem-me, um dinossauro persegue-me!
O rapaz, todo contente porque ia ter a sua primeira aventura, começou a correr e foi ajudar a rapariga. Saltou e colou-se à parede (“Não sei bem como”, pensou ele). Continuou correndo e correndo pelo prédio acima, e só descansaria quando lá chegasse.
Lá conseguiu chegar ao topo do prédio. Vendo a rapariga aflita, correu… e depois disso só se viu o dinossauro caído no chão, sem poder fazer nada. O rapaz ficou orgulhoso por ter conseguido salvar a rapariga, que entregou aos seus pais. A rapariga disse-lhe em voz baixinha:
- Chamo-me Catarina e tu és o meu herói. Obrigada.
Só lhe deu tempo para dizer cinco simples palavras
- De nada, tenho de ir.
E assim acordou do seu sono profundo, ficando muito feliz por ter conseguido realizar o seu sonho.



Maria João

domingo, 5 de janeiro de 2014

O rapaz do tempo



Acordei de manhã com preguiça de ir para a escola e a primeira ideia que me veio à cabeça foi…

- Mãe, estou mal disposta… acho que tenho febre - disse eu.

- Vamos medir a febre - disse-me ela.

    Foi buscar o termómetro, mas fiquei atrapalhada! Como me fui esquecer desse pormenor? Nesse momento, lembrei-me de dizer à minha mãe que não tinha preparado a mochila, então pedi-lho… enquanto me fazia esse favor, aproveitei para aquecer o termómetro com o isqueiro que ela tinha deixado em cima da mesa da cozinha… Ela foi mais rápida do que eu pensava e, nisto, apanhou-me e obrigou-me a ir para a escola.

Cheguei à escola aborrecida e, na aula de Matemática, tudo me estava a correr mal. As contas de multiplicar pareciam as de dividir, as de somar pareciam de subtrair… estava tão mal disposta que acabei por me zangar com a minha melhor amiga, a Maria… fui comer sozinha, passei a tarde sozinha e cheguei a casa muito arreliada. Disse ”boa tarde” ao meu pai e ele, zangado por ter sabido o que tinha acontecido, disse:

- Boa tarde… vai para o teu quarto estudar!

Chorei tanto que desejei que aquele dia nunca tivesse acontecido e, nesse instante, de debaixo da minha cama, saiu uma formiga que, de repente, se transformou num rapaz alto e bem constituído. Não podia acreditar no que estava a acontecer. Estava a sentir-me mal e acabei por desmaiar. Acordei de manhã!

Era como se aquele dia nunca tivesse acontecido.

Acordei mal disposta, mas não fiz nada de mal! Fui tomar o pequeno-almoço, a minha mãe acompanhou-me e levou-me à escola.

A aula de matemática nunca tinha corrido melhor! Não confundi contas nenhumas! E eu e a Maria estávamos mesmo bem.

Cheguei a casa, e o meu pai disse:

- Boa tarde, filha!- E eu:

- Boa tarde, pai!- Dirigi-me para o quarto e apareceu o rapaz que salvou o meu dia e disse:

- Isto que te tenha servido de exemplo!

Deixei de o ver e fiz um sorriso pensativo… percebi a mensagem!

 
Francisca
Texto sujeito a ligeiras alterações

Super - «Animal»


                                                
      Era uma vez um homem chamado pela população por Super Animal, por ser um super herói que salvava animais que estavam em perigo de vida.
     Um dia, o Super Animal teve uma longa história. Ele começou por ir à savana, em África, numa visita num carro apropriado para lá andar. Quando lá chegou, foi investigar (dentro do seu carro, obviamente, devido ao perigo que corria no meio daqueles animais). Foi andando, andando e, de repente, encontrou um leão magoado. Ainda hesitou, mas saiu do carro, pegou na mala de primeiros socorros e, depois de muito esforço, conseguiu curar o leão. Continuou a sua visita e encontrou uma gazela com uma mordidela e tentou curá-la mas, de repente, apareceu uma hiena que andava à procura da sua presa, e que queria atacar o Super Animal. Logo de seguida, apareceu o leão que o Super Animal ajudara, que afastou a hiena. Logo, salvou o Super Animal, que fez um novo amigo. O Super Animal voltou, assim, para casa, com esta história para me contar.

Duarte
Texto sujeito a ligeiras alterações

 

 

Um pequeno grande músico


Um pequeno rapaz, chamado Joel, era filho de uns pais muito pobres, mas que faziam de tudo para o bem-estar do filho.
Certo dia, Joel sentiu-se mal por saber que os pais trabalhavam até tarde e que ele não ajudava. Foi então que teve uma excelente ideia. Pegou no seu violino, comprado com as poupanças dos pais, e foi para a rua tocar.
Quando chegou à rua, tímido, com algum frio, abriu a sua caixa do violino, começando a tocar. Algumas pessoas passavam, dando dinheiro, outras limitavam-se a ouvir e algumas simplesmente ignoravam o rapaz.
Passada meia hora, o rapaz começava a perder aquele sorriso inicial. Começara a tremer com o frio, pois já estava a anoitecer. Foi então que decidiu tocar a última peça que tinha preparada, pensando «os meus pais vão ficar tão contentes com estes trocos».
A certa altura, um senhor, com bom aspeto, ao passar perto de Joel, pára, imóvel, e delicia-se com  a peça. Mal o artista terminou, o senhor, que escutava encantado, disse-lhe que era uma espécie de «caça-talentos», e que procurava um violinista. Também lhe perguntou se estava interessado em ser esse violinista. Joel respondeu de imediato que sim, sem pensar duas vezes. O senhor agradeceu e deu o cartão da sua agência de talentos ao rapaz, e pediu-lhe para mais tarde o contactar.
Mal Joel chegou a casa, contou as novidades aos pais, e estes ficaram boquiabertos e abraçaram-se entre si.

 
Maria Inês M

Texto sujeito a ligeiras alterações

Um sonho

                                           
         Era uma vez, num belíssimo dia de Primavera, duas raparigas chamadas Joana e Rita, ambas alunas do colégio interno de Santa Clara.
         Saíram à hora do almoço, e foram a um bar perto do colégio. Quando lá entraram, viram que estava toda a gente enfeitiçada. Assustaram-se… ainda tentaram sair a correr, mas a porta fechou-se. Não sabiam o que fazer…
         Olharam uma para a outra. Ainda tentaram falar, mas não conseguiram, pois o feiticeiro, o Peter Wilson, as amarrara numa corda, e com um pano à volta da boca de cada uma.
         Estavam agora em pleno Mundo ao Contrário: as pessoas andavam como se estivessem a fazer o pino, o céu estava no lugar da Terra e a Terra no lugar do céu.
         Sentiram-se presas, com necessidade de falar, mas não podiam. Tentaram-se libertar da corda, mas não conseguiram.     
         Quando, finalmente, a Joana deu por si com um xis ato na mão, rasgou a corda e conseguiram libertar-se, sem que ninguém desse por nada.
         Viram uma passagem ao longe… olharam uma para a outra e foram a correr.
         Quando passaram por ela, deram por si na sua cama, do dormitório do colégio, ou seja, no mundo normal.
         - Isto foi um sonho ou foi mesmo real? - perguntou a Rita.
         - Não sei, estou cansada, vou dormir, penso nisso amanhã – disse, esgotada, a Joana.
No dia seguinte, tiveram ambas uma conversa longa, mas ambas concluíram que o episódio tinha sido um sonho.

        

 
Inês V
Texto sujeito a ligeiras alterações

Uma aventura inesperada



Olhei pela janela. Estava a chover: Ouvia música na rádio enquanto estudava. Era um daqueles dias em que não me apetecia fazer nada! Os meus pais tinham saído, e eu tinha ficado sozinha em casa com o meu irmão. Claro que cada um foi para o seu quarto para não haver confusão.
Passado algum tempo, e já farta de estar enfiada no quarto a estudar, fui lá fora. De repente, vi uma luz muito forte ao longe. Ouvi uma voz, suave e calma, a chamar pelo meu nome. Arrastada pela curiosidade, fui ao encontro da luz. Era uma espécie de portal para outra dimensão.
-Fixe!- Pensei eu.
E, sem pensar em mais nada, entrei. Era um mundo completamente diferente, cheio de alegria, onde toda a gente ria e cantava. Viam-se crianças a dançar e adultos a rirem altíssimo! Mas, no meio daquela alegria, havia um rapaz que não estava nada feliz…
Fui ao encontro dele e conversámos durante algum tempo. Ele contou-me que tinha perdido a alegria quando se tinha zangado com o seu melhor amigo, havia muito tempo. Ficámos logo amigos e eu comprometi-me a ajudá-lo.

Fomos a casa do tal rapaz. Tínhamos andado imenso para lá chegar (e eu que não gosto nada de caminhadas). Valeu a pena, porque consegui convencê-los a fazerem as pazes. Ficámos em casa dele e a falar e a brincar: gostei muito da companhia e criámos, naquele dia, uma amizade inseparável.

De repente, ouvi uma voz e acordei. Estaria a sonhar ou será que tinha vivido mesmo aquela aventura? Isso não sei, mas sei que me diverti muito.
Jéssica

 

 

 

 

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Uma história de outono

                O outono é uma das estações do ano. É uma estação lindíssima. Algumas árvores, no outono, parecem fogueiras, pintadas meticulosamente numa paisagem cheia de cores. Outras parecem grandes corações vermelhos, outras ficam da cor do sol e outras ainda ficam de muitas cores, formando bosques que parecem saídos de contos de fadas.
                Foi num destes bosques que uma história de lealdade aconteceu.
                Era uma vez um caçador que todos os domingos ia à caça. Num domingo de outubro, foi à caça com os seus cães, o Pantufa e o Fiel.
                Depois de uma longa manhã de fracasso, o caçador, o Pantufa e o Fiel estavam exaustos. De repente, uma família de veados passou a correr e, de um momento para o outro, todos ganharam uma súbita energia. Apressado, o caçador mandou os cães atrás deles, pegou na sua arma e tentou prepará-la, mas foi tarde de mais. Chamou, então, os cães de volta. Ao contrário do Pantufa, o Fiel obedeceu. Apesar de ter chamado e procurado o Pantufa, durante mais de meia hora, ele não apareceu e, então, o caçador voltou para casa, pensando que este se tinha perdido. Mas não. Ele não se perdera. Enquanto que o caçador o chamava e o procurava, ele continuava atrás dos veados. Ia a correr com tanta velocidade, que nem reparou na armadilha deixada por outros caçadores e ficou preso, partindo a pata.
                Uma família que estava a acampar no mesmo bosque ouviu os ganidos, mas não ligaram. A menina mais nova da família continuou a ouvir os ganidos e foi ver qual era a fonte destes. Viu o Pantufa e foi chamar o pai. O Pantufa estava cheio de sangue e decidiram soltá-lo e levá-lo para a sua casa. Trataram dele e deram-lhe comida, casa, água, tudo. Passado algum tempo, recuperou e ficou “novo em folha”. Apesar de tudo, o cãozinho não estava feliz. Então, fugiu. Procurou e andou, até que encontrou a sua casa. O reencontro foi um momento muito feliz. O Pantufa lambeu o dono, até este ficar cheio de baba, de tanta alegria.
                Tudo voltou ao normal e, no domingo seguinte, foram à caça.

Matilde, 7º B
Texto sujeito a ligeiras alterações

Uma mudança

Estava na praia com o meu melhor amigo. Estávamos a sair do mar, tínhamos apanhado umas belas ondas, pois acordámos muito cedo para ir para lá.
Quando estávamos a caminho da nossa casa de praia, eu preparava-me para contar ao Diogo, o meu melhor amigo, que, no dia seguinte, eu teria de ir para a Universidade, pois as férias estavam quase a acabar e a minha avó vinha buscar-me.
Chegámos a casa. Estava lá o meu avô, no seu armazém pequenino, na garagem. Estava a pintar e a arranjar pranchas, pois era o trabalho dele e do Diogo. De repente, batem à porta, O Diogo abriu e era a minha avó. Ele ficou muito surpreendido: afinal, ele não sabia o que ela estava lá a fazer. Ela era da cidade e nós das ilhas das Canárias. Ele não sabia bem onde ela morava, mas sabia que era de longe.
-Avó , vieste mais cedo?- perguntei eu .
Ela entrou e perguntou:
-Preferi vir mais cedo. Espero que não te importes. Tens as malas prontas?
-Desculpem interromper, mas... vocês estão a falar de quê?- perguntou ele com um ar estranho. Ninguém disse nada.
-Madalena, preciso de falar contigo. - disse o meu avô à minha avó.
Ela disse:
-Está bem, mas tem de ser rápido.
Enquanto isso, eu fui falar com o Diogo,
-O que se passa?- perguntou ele.
-Eu ainda não te tinha contado, mas era suposto eu ir amanhã para a cidade. A minha avó adiantou-se, veio hoje e eu não queria ir, mas acho que vai ter de ser ….
-Podias ter-me dito mais cedo. Mas tu sempre vais?- perguntou.
-Desculpa, mas vou ter que ir. Olha, eu vou só aproveitar as últimas ondas - disse-lhe eu.
Naquele instante, peguei na prancha e fui. O céu começou a ficar encoberto, mas eu ignorei. Veio uma onda gigante e eu caí. Quase me afoguei. O Diogo foi o mais rápido possível com a sua mota de água e conseguiu salvar-me.
Fiquei-lhe eternamente agradecida. Falei com a minha avó e disse ao meu avô que o meu destino era ali.
Sérgia, 7ºB
Texto sujeito a ligeiras alterações

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

O espantalho

 
Numa aldeia, vivia uma jovem muito altruísta, com o nome de Inês. Tinha uns lindos cabelos loiros, uns olhos castanhos e um grande sorriso que alegrava todos os que ali passavam. O verão estava cada vez mais próximo e faltava pouco para a colheita nos amplos relvados cheios de flores de mil e uma cores, passarinhos a chilrear, árvores com uns deliciosos frutos...
Certo dia, quando o sol se ergueu no céu, Inês acordou bem cedinho (como de costume), olhou pela janela, observou a sua linda paisagem, e reparou que... o seu espantalho Kiko estava muito triste. Então vestiu-se o mais rápido possível e foi ter com ele. O espantalho estava triste, sozinho... Inês perguntou-lhe:
-Kiko, porque estás assim tão triste?
E ele, choramingando, respondeu:
-Inês, estou assim, pois os meus amigos passarinhos têm medo de mim. Não sei se é dos meus farrapos, ou até... por a minha boca estar cozida com botões...
-Não te preocupes, eu irei ajudar-te, custe o que custar.
Logo de seguida, Inês foi procurar os pássaros.
Inês procurou, procurou em todos os cantos da aldeia e, felizmente, conseguiu encontrá-los. Estavam num ninho cheio de palha e folhas.
- Passarinhos, passarinhos, desçam, se não se importam, preciso de falar com vocês urgentemente.
Os passarinhos voaram até Inês.
-Peço desculpa por me intrometer nas vossas vidas, mas o meu amigo Kiko está muito triste, pois ele diz que vocês têm medo dele. Isso é verdade? - perguntou Inês.
-Querida menina, sim, é verdade, pois eu tenho medo dos sons emitidos pelos guizos. Os guizos espantam todos os animais que ali habitam- respondeu um dos passarinhos.
-Então se é só isso, eu vou dizer-lhe para os retirar. Fui eu que lhos ofereci, pois normalmente os espantalhos costumam usar algo que faça barulho.
-Obrigado, agradecemos-te-te imenso e desculpa por aquilo dos guizos. Agora já iremos poder voltar a brincar, correr, saltar... juntos.
-De nada!
 
Ana Catarina, 7ºB

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

A vida no mar


                Era uma vez uma sereia chamada Alice que vivia no mar, juntamente com outras sereias e vários tipos de peixes.
                Era loira e tinha olhos azuis, uma barbatana lilás e um corpo bastante magro. Adorava as aulas de equitação, pois tinha como, animal preferido, o cavalo marinho.
                Passava os dias na Universidade, de que ela até gostava, tirando o facto de achar as aulas de Matemática uma perda de tempo. Estava no último ano do curso de música, queria ser cantora, mas também adorava tocar violino.
                Quando chegou a casa, ouviu o pai a reclamar com o irmão, pois ele estava sempre, sempre, sempre, a fazer asneiras.
                Ligou a televisão e estava a dar um filme de ficção em que, para além do mar, existiam outros seres, outras formas de vida… Até achou alguma piada, mas tinha a certeza que era ficção, pois a professora de Ciências tinha explicado que o Oceano era a única coisa do Mundo, que era infinito e que as sereias e os peixes eram os únicos seres vivos.
                Quando foi dormir, começou a sonhar que tinha ido à superfície do mar e que tinha visto terra. Nadou até lá, e encontrou um pescador que lhe perguntou quem era. Ele ficou surpreendido, embora feliz ao mesmo tempo, e convidou-a para ir beber um café a casa dele…
                De repente, ouviu o pai a dizer “Para!” ao seu irmão e acordou do sonho. Estava a adorar o sonho, tão surreal…
 
Ana Filipa, 7ºB

Uma jovem heroína

    Matilde vivia numa pequena aldeia, afastada cerca de dez quilómetros da cidade, onde estudava, frequentando o 9ºano.
   Na altura, tinha quinze anos, carregados de uma alegria imensa de viver e de conviver. Para além de alegre, era simpática, muito afável, gostava de todos os colegas da escola, de quem era verdadeiramente amiga. Era aplicada nos estudos e gostava de ajudar os seus companheiros, quando estes lhe pediam auxílio para resolver questões mais difíceis.
   Em casa, Matilde era uma menina sempre pronta para ajudar a mãe nas tarefas domésticas, sem nunca se esquecer dos seus deveres de estudo.
   Na aldeia, todas as pessoas a estimavam, porque ela fazia amizade com toda a gente e envolvia-se nas muitas atividades de convívio e de lazer que se realizavam na terra: no escutismo, no campismo, nas caminhadas semanais, na preparação das festas anuais, entre outras.
   Matilde era, assim, uma espécie de heroína, aos olhos de todos, lá na aldeia, onde a viam como uma menina exemplar.
   Um dia, quando Matilde fazia uma das suas caminhadas matinais, aos sábados, acompanhada de outros jovens, aconteceu algo que a todos surpreendeu:
   Numa casa afastada da aldeia, vivia um homem, sozinho e de idade avançada. Não tinha ninguém que o ajudasse a fazer nada. Tinha adoecido e metera-se à cama. Quando, passados alguns dias, se achou melhor, sentou-se à porta de casa, esperando pela ajuda de alguém que passasse.
   Nessa manhã de sábado, os jovens caminheiros, ao passarem por ali, viram o homem e saudaram-no.
   Respondendo à saudação, o homem disse-lhes, num tom de voz muito fraco:
   - Vocês podem fazer-me um favor? Eu não posso sair daqui, não tenho pernas para andar.
   Matilde, de imediato, respondeu:
   - Podemos fazer o favor que o senhor quiser.
   - Não tenho de comer em casa e precisava de ir à cidade buscar qualquer coisa – disse o velho.
   Matilde, com pena, disse-lhe:
   - A minha mãe tem um quarto de vago e o senhor vai lá comer connosco e descansar neste fim de semana. Quer vir?
   Um dos colegas de Matilde, o Jorge, surpreendido com a proposta feita ao homem, murmurou ao ouvido de Matilde:
   - Tu vais levar o velho lá para casa, no estado em que ele está, sem saber se a tua mãe o aceita?
   Matilde, incomodada, respondeu-lhe:
   - “Devemos fazer o bem, sem olhar a quem”, como diz o povo. E com a minha mãe falo eu…
   O homem, muito contente com a atitude daquela menina, levantou-se e decidiu ir com ela, feliz por ver uma jovem a ajudar um velhinho.
   Este gesto de solidariedade de Matilde, igual a tantos outros, que frequentemente praticava, fez crescer, ainda mais, a consideração que todos, na aldeia, tinham por ela.